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6 orientações para renegociar as matrículas escolares

6 orientações para renegociar as matrículas escolares
14:00 pm ,5 de outubro de 2016

Chegou a hora de negociar a matrícula escolar, um período que proporciona mais um gasto extra e exige planejamento. Perante um cenário econômico pouco favorável, muitos pais estão repensando a continuidade dos filhos nas escolas particulares e os valores pagos. Pensando nisso, acho que seja importante pensar em estratégias.

Antes de fazer a matrícula escolar, é preciso analisar sua real possibilidade de arcar com o custo da escola, caso contrário se deve buscar uma com custo/benefício mais adequado a sua realidade, ou mesmo uma escola pública. Também é importante conversar com a criança ou jovem e saber se está tudo bem na escola, se ela realmente quer continuar naquela instituição, enfim, pois é muito importante o aval da criança quanto à permanência. É lógico que a decisão é dos pais, mas não custa nada estar em sintonia com o filho.

Após definida a situação, é hora de fazer a matricula. É muito comum as escolas promoverem facilidades para quem negociar com antecedência, que pode ser um bom desconto ou, até mesmo, o parcelamento do valor. A família precisa ter consciência de qual situação se encontra: equilibrada financeiramente, poupadora ou endividada. A partir dessa análise elaborei algumas orientações:

1. Se a família for poupadora, tudo fica mais simples. Para buscar um bom desconto, recomendo agendar uma reunião na escola e criar um clima amistoso, elogiando o ambiente e os professores. Aconselho que vá para essa reunião com tempo para poder conversar, lembrando que sempre existe uma condição melhor a ser negociada na hora de pagar amatricula.
2. Para as famílias que estão equilibradas, a situação é delicada, visto que não existe reserva de dinheiro no orçamento financeiro. Quando isso acontece, é preciso ter muita cautela e buscar ajuda na própria escola, expondo a sua situação. Lembre-se que a escola quer que seus filhos estudem lá e, por isso, buscarão uma alternativa para parcelar amatrícula.
3. Quando a situação é de endividamento – não conseguindo mais pagar em dia os compromissos assumidos mensalmente –, pode ser que seja a hora de rever a permanência de seu filho na instituição. Porém, sempre recomendo a persistência; não desista, apresente o problema para a direção da escola e busque uma bolsa, mesmo que não integral. Lembre-se, o estudo é um dos mais importantes investimentos que você pode fazer para seu filho. Caso não consiga, às vezes, é necessário dar um passo para trás, buscando uma escola pública. Converse com o seu filho; ele entenderá, acredite.
4. Outra recomendação que faço é ficar atento a todos os investimentos que norteiam os estudos de seu filho. Além da matricula, é preciso conhecer o valor exato da mensalidade, os eventos que ocorrerão durante o ano –, como passeios e atividades promovidas pela escola –, material escolar, uniforme, lanches diários na cantina, transporte escolar, etc. É necessário que se conheça todos os investimentos que fazem parte do período escolar.
5. Uma boa orientação para quem tem dinheiro guardado e aplicado é propor para a escola um pacote anual, contemplando desde a matrícula até as mensalidades. Algumas escolas dão até 20% de desconto, em caso de antecipação, e, acredite, nenhuma instituição financeira paga de juros mais que 10% ao ano. É importante ter em mente que a escola tem seus limites financeiros, mas também tem interesse em receber o quanto antes esses valores.
6. A escolha por uma escola que preza pela qualidade do ensino, nos âmbitos pedagógico, estrutural e tecnológico, é fundamental. Quanto maior o investimento que puder fazer em seu filho, desde o Ensino Básico, melhor, e para isso, é fundamental planejamento. Se, nesse ano, isso não foi possível, não é preciso desespero, mas, para 2017, faça diferente.

Reinaldo Domingos, educador financeiro, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e da DSOP Educação Financeira e autor do best-seller Terapia Financeira, do lançamento Mesada não é só dinheiro, e da primeira Coleção Didática de Educação Financeira do Brasil.

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