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8 regras para quem quer investir em uma startup

8 regras para quem quer investir em uma startup
15:00 pm ,6 de julho de 2016

Ao contrário da maior parte da economia atual, o mercado de startups está aquecido no momento. Por isso, não é difícil entender porque cada vez mais investidores brasileiros procuram entender e participar desse mercado. Uma startup é uma empresa enxuta, que aplica um modelo de negócio não tradicional – “inovador” – para atender um público-alvo potencial de milhões de pessoas. Em poucas palavras, uma startup é “escalável” – e é essa característica que interessa tanto aos investidores. Ao contrario de empresas tradicionais, os modelos e mercados das startups permitem um crescimento bem acelerado e o investidor quer participar dessa evolução.

Para muitos investidores, o acesso a estas oportunidades era mais restrito. Nos últimos anos, porém, o mercado de equity crowdfunding vem se solidificando no país com plataformas como a EqSeed, que permite ao investidor escolher as melhores empresas para construir sua própria carteira de startups. Pelo equity crowdfunding, é possível analisar várias startups e decidir quais colocar na sua carteira com um valor mínimo investido de R$1000 por startup. Contudo, existem boas práticas que são essenciais e que devem ser consideradas por quem quer começar a construir sua própria carteira de startups. Neste contexto, o sócio-fundador da plataforma para investimento anjo online EqSeed elencou oito regras para quem quer entrar no jogo

1 – Diversificação – uma carteira é melhor do que apenas um investimento

Diversificação é a palavra-chave para investimento em startups. Investir em startups é uma atividade arriscada e de longo prazo e, por isso, você só deve investir uma pequena parte da sua carteira total em investimentos desse perfil – 10%, no máximo. Além disso, em vez de investir um valor alto em apenas uma startup, esse dinheiro deve ainda ser dividido entre várias startups atuando em setores diferentes. É essa a estratégia adotada pelos investidores anjos há décadas; tanto pela proteção que oferece, quanto pela probabilidade maior de realizar lucros no longo prazo. “Muitas startups não darão certo. Isso é natural, faz parte. Outras vão dar incrivelmente certo. A ideia atrás de construir uma carteira de startups é que os retornos daquelas que tiveram sucesso vão superar significativamente as perdas provindo das startups que não deram certo. Assim, o investidor sai ganhando”. Para o investidor sensato, diversificação é a única opção.

2 – Invista com uma Nota Conversível para se proteger
A maioria das startups no Brasil tem como natureza jurídica o acordo de Sociedade Limitada, que traz vários benefícios para a empresa. Por exemplo, apenas essas Limitadas conseguem acessar o regime tributário simples nacional, o que significa custos reduzidos e muito menos burocracia. Mas são poucos os investidores que gostariam de aparecer no contrato social de uma sociedade limitada como sócio-investidor devido a alguns riscos específicos. “Por isso, a melhor estrutura para proteger o investidor nessas empresas é um mútuo conversível, mais conhecido no mercado como uma Nota Conversível”, diz Kelly. “Com isso, o investidor começa como credor da empresa investida e fica assim enquanto a empresa mantiver a natureza de Sociedade Limitada. No futuro, quando a empresa se transforma em uma Sociedade Anônima, o investidor passa a ser acionista. Tanto como credor quanto como acionista, ele é bem protegido pela lei brasileira”, completa.

3 – Confirme seu direito às informações da empresa investida
Como investidor, você naturalmente quer saber como a empresa aplica o seu dinheiro, como anda o progresso dela e seu estado financeiro em geral. Embora a empresa seja obviamente obrigada a fornecer essas informações aos seus sócios e acionistas, nem sempre esse direito é garantido por lei para os credores. Por isso, é essencial que você confirme esse direito nos termos do seu investimento. “Tem que confirmar que a sua Nota Conversível garante a você o direito a essas informações. Por incrível que pareça, é um direito que não é sempre incluído nos termos para todo investidor. Você deve receber resumos de performance da startup pelo menos a cada 3 meses. E as melhores empresas fazem tudo o que for possível para engajar os investidores dela com mais frequência ainda”.

4 – Fique de olho no custo de investir
Investir tem custos como qualquer outro serviço, e é natural que um fornecedor cobre uma taxa por isso. Mas é importante prestar atenção nessas taxas na hora de investir. Muitas vezes, podem ser tão altas que acabam tirando o incentivo do investimento. Kelly explica: “o modelo de equity crowdfunding é baseado em desintermediação financeira e nós na EqSeed gostaríamos de tirar a necessidade de intermediários caros no processo de investir. A ideia de equity crowdfunding é que ele permite ao investidor acessar investimentos em ótimas startups sem ter que pagar uma taxa de administração para um gerente de fundo ou uma taxa de sucesso para um investidor ‘líder’ – custos que podem ser desnecessários, às vezes exorbitantes, e que reduzem bastante os retornos do seu investimento no final das contas”.

5 – Garanta o seu direito de preferência
As startups de sucesso seguem um caminho conhecido ao longo dos anos para sustentar a sua taxa acelerada de crescimento. Isso é feito por meio de várias captações de investimento, as chamadas “rodadas”. Em cada rodada, novos investidores entram com valores cada vez maiores, que naturalmente diminuem as porcentagens tanto dos sócios quanto dos investidores prévios. É a famosa “diluição” e, para se preparar para essa realidade, o investidor sensato sempre exige o seu direito de preferência. “O direito de preferência é essencial ao investir em startups. Nenhum investidor profissional investe sem ele. Basicamente, esse direito diz que nas rodadas futuras, você tem o direito de participar primeiro, antes dos novos investidores, para manter sua porcentagem da empresa”. É importante lembrar que, para exercer, o investidor terá que aportar mais dinheiro no preço da nova rodada. Mas é o investidor quem escolhe se quer fazer isso, não é obrigatório.

6 – Saiba qual porcentagem da empresa você está comprando
É um pouco estranho imaginar que alguém investiria em algo sem saber exatamente o que vai receber. Mas acontece com alguns métodos de investimento em startups. Nesse mundo, ou você pode definir a sua porcentagem da empresa no momento do investimento, ou você pode negociar uma taxa de desconto para comprar participação da startup em uma rodada futura. Segundo Kelly, o primeiro é sempre melhor. “Definir sua porcentagem da empresa no momento de investir te permite saber exatamente o que você recebe em troca do seu investimento. Quando você aceita os termos de um desconto, você efetivamente coloca um limite nos seus possíveis retornos durante o período entre a rodada atual e a próxima rodada. É muito melhor definir sua porcentagem logo para que você possa maximizar os seus retornos possíveis – o seu ‘upside’. Afinal das contas, é essa possibilidade de enorme ‘upside’ que motivou você a investir em startups em primeiro lugar”.

7 – Confirme seu direito de venda conjunta (Tag Along)

No Brasil, a maioria das startups de sucesso acabam sendo compradas, mais cedo ou mais tarde, por empresas maiores. De fato, essa é a meta tanto dos investidores quanto de muitos fundadores. É o famoso “exit” (saída) – o momento esperado quando os dois conseguem sair do investimento, vendendo suas participações e realizando um belo lucro. Como investidor, é importante você confirmar que ao chegar esse momento, você não será deixado de fora. “O seu ‘tag-along’ (direito de venda conjunta) diz basicamente que, se os controladores da empresa decidem vender suas partes da empresa, você como investidor tem o direito de vender sua parte junto com eles para o mesmo comprador, pelo mesmo preço e pelos mesmos termos,” explica o fundador da EqSeed. “Assim, você garante que será remunerado, recebendo os retornos que você merece por ter investido na empresa,” completa.

8 – Ponha a mão na massa e aprenda fazendo
Naturalmente, o mundo de investimento em startups é novo para muitas pessoas e, como qualquer outra coisa, você só consegue realmente aprender na prática. Mas, por uma plataforma de equity crowdfunding como a EqSeed, isso tem se tornado muito fácil. “Com a EqSeed, todo investidor recebe os mesmos termos e proteções que são de padrão professional, seja ele um investidor sofisticado investindo R$100.000 na startup ou um investidor menor fazendo seu primeiro investimento em startups com um valor de R$1.000. Acreditamos que o fato do investidor menos experiente receber termos idênticos a, digamos, um advogado ou um executivo muito experiente que colocam valores muito maiores por empresa, traz segurança e gera confiança. É essa a realidade de equity crowdfunding, que consideramos muito potente,” finaliza Kelly.

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