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81% dos e-commerces MPMEs aumentaram as vendas em 2015

81% dos e-commerces MPMEs aumentaram as vendas em 2015
13:00 pm ,3 de março de 2016

A segunda edição da pesquisa Mercado Livre e Ibope Conecta, realizada com 529 empreendedores MPMEs (Micros, pequenas e médias empresas) de e-commerce, aponta que 81% dos entrevistados registraram crescimento em vendas em 2015 e em um percentual maior do que o esperado: na pesquisa anterior, 87% indicaram uma expectativa de crescimento médio de 25%, porém o registrado no ano foi de 45%. A pesquisa foi realizada em janeiro deste ano com o mesmo perfil de empreendedores da primeira versão da pesquisa: MPMEs que utilizam diversos canais de vendas, incluindo o Mercado Livre. Na amostra deste ano, os respondentes se dividiram entre 73% multicanais (que vendem produtos em sites próprios, outros sites além do Mercado Livre ou em lojas físicas) e 27% que vendem apenas no Mercado Livre.

As expectativas para este ano se mantêm otimistas: 84% dos entrevistados acreditam que suas vendas crescerão – a uma média de 31%. Quanto ao crescimento do setor de comércio eletrônico brasileiro, o otimismo é de 64% dos empreendedores. Vinte por cento dizem não acreditar que o setor crescerá neste ano – um percentual bem maior do que o do ano passado, de 8% – e 14% não souberam responder. Entre os motivos dos pessimistas com o setor estão a política econômica do governo e as novas regras do ICMS que, segundo eles, impactam em mais custos e aumento de burocracia.

Fatores internos e externos
Os respondentes da pesquisa que estão otimistas com o setor de comércio eletrônico apostam em alguns fatores como: “a percepção por parte dos compradores de uma maior segurança na compra online” (64%, mesmo percentual do ano passado); o aumento do número de usuários da Internet (57% – fator que no ano passado era ainda mais relevante, com 77% das menções); e 51% no crescimento dos usuários de smartphone e tablets. Outros fatores passaram a ser mais relevantes para os empreendedores neste ano do que no anterior, são eles: os “custos de frete mais acessíveis” – com 52% das menções, contra 36% no ano passado – e “a busca por mais ofertas online por causa da economia atual” (de 14% para 48% das menções), além de fatores que não foram citados em 2015, como: “mais ferramentas de tecnologia disponíveis para melhorar a experiência do cliente” e “profissionalização dos vendedores” – com 43% e 31% de menções, respectivamente.

Entre os empreendedores que estão pessimistas com as vendas para este ano, os motivos destacados por eles são similares aos apontados por quem desacredita no crescimento do setor (política econômica, com 63%,muitos encargos fiscais, alta dos juros e impostos com 14% e a nova Lei do ICMS com 13%).

“A pesquisa reafirma o cenário positivo que o Mercado Livre comentou durante todo o ano de 2015. Apesar da economia do país não estar forte como antes, o empreendedorismo continua forte na internet, assim como há cada vez mais consumidores buscando o ambiente online para as compras”, afirma Helisson Lemos, presidente do Mercado Livre Brasil.

A pesquisa aponta também que as contratações e o tamanho das equipes deverão ser reduzidas em 2016. Em 2015, 63% dos empreendedores tinham de um a três funcionários – neste ano 55% terão esse mesmo número de funcionários. O número de vendedores que trabalharão por conta própria, sem funcionários, sobe de 9% para 24% em 2016. Para aqueles com quatro a cinco funcionários em 2015, foi reduzido de 16% para 12% em 2016. Lojistas maiores, com seis ou mais funcionários, serão 9% neste ano, dois pontos percentuais a menos do que em 2015.

“Enquanto o fluxo de consumidores diminui nos shoppings, nossas pesquisas apontam um desenvolvimento acentuado do mercado de e-commerce. O aumento da segurança nas compras online eleva a confiança do consumidor que, junto com o crescimento da diversidade da oferta digital, atraem mais clientes e impulsionam o e-commerce.”

Regiões do Brasil
A região Sudeste continua a ser a mais importante em vendas para os empreendedores, com 74% das menções (mesmo índice do ano passado), seguida pelas regiões Nordeste e Centro-Oeste, com 9% cada; Sul, com 7%; e Norte, com 1% – todas com os mesmos índices do ano passado. A expectativa de que a região Nordeste teria um crescimento em vendas em 2015, apontada na primeira edição da pesquisa, não se confirmou.

Redes sociais: maior relevância como canal de vendas
A importância das redes sociais entre os vendedores multicanais chamou a atenção na pesquisa deste ano em comparação com a anterior. Praticamente metade dos vendedores que usam vários canais de vendas (48%) utiliza redes sociais para vender produtos; na pesquisa do ano passado, apenas 10% disseram aproveitar este canal.

Perfil dos entrevistados
Os empreendedores pesquisados são do perfil MPME (Micro, Pequenas e Médias Empresas). O faturamento anual dos entrevistados tem as seguintes variações: 62% faturam de R$ 100 mil a R$ 250 mil; R$ 250 mil a R$ 500 mil (13%); R$ 501 mil a R$ 1 milhão; 7%, de R$ 1 milhão a 2 milhões; e 6% faturam acima de 2 milhões por ano.

Os respondentes iniciaram suas atividades no Mercado Livre de forma diversa: 53% deles começaram a vender com a empresa já formada (pessoas jurídicas); 22% iniciaram como pessoa física (percentual menor do que o apontado na pesquisa do ano passado, de 40%) e 26% como MEI (Micro Empreendedor Individual). Entre os vendedores multicanais, 32% apontam o Mercado Livre como o responsável pela maior parcela das suas vendas online.

A faixa etária predominante entre os respondentes é de 26 a 35 anos, representando 44% da amostra. 29% têm de 36 a 45 anos; 12% têm menos de 25; e outros 16%, mais de 45 anos. As principais regiões dos respondentes são: Sudeste (73%) e Sul (22%), seguidas por Centro-Oeste e Nordeste, com 2% cada; e Norte, com 1%.

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