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A conta gotas: pérolas selvagens são raridade

15:46 pm ,4 de outubro de 2013

por Iris Melo

Hoje, a probabilidade de encontrar uma pérola no fundo do mar é de uma em cada 1000 ostras. É por isso que joalheiros e colecionadores caçam em leilões e cofres de família esse tesouro em extinção, que pode custar 100 vezes mais do que as versões cultivadas em “fazendas”.

Num leilão da Sotheby’s de Genebra, um par de brincos atingiu 2,4 milhões de dólares, mais que o dobro da estimativa máxima. A joia, que pertencia a atriz Gina Lollobrigida, traz duas pérolas em forma de gota, com brilho e tamanho excepcionais, o que as fazem uma arte do acaso.

Para azar das ostras, um grãozinho incômodo invadiu a concha. Na tentativa de proteger-se do intruso, o molusco se revestiu de camadas de nácar criando assim as gotas, bolinhas e feijões que reinaram, até o começo do sec. XX nos manjos e nas joias dos imperadores, czares e marajás. Chamadas de pérolas selvagens, elas se equiparam a rubis, safiras e diamantes coloridos, raros na pureza e no quilate.

Até hoje, o lance mais alto alcançado por uma joia com pérolas naturais foi de 3,6 milhões de dólares.

A poluição e a exploração de petróleo são os grandes vilões das águas salgadas, embora se busquem contas negras salgadas na Península de Baja Califórnia, banhada pelo oceano Pacífico, no México. Versões de água doce são mais comuns e aparecem em rios e lagos da Índia, Golfo Pérsico e Escócia.

As pérolas cultivadas tomaram conta das joalherias contemporâneas, desenvolvida pelo japonês Kokichi Mikimoto. O cultivo das pérolas sufocou a partir de 1920.

Pierre Cartier, em 1917, trocou um colar de duas voltas de pérolas naturais, avaliado na época em 1 milhão de dólares, pela mansão da Quinta Avenida, Nova Iorque, um dos metros quadrados mais caros do mundo, onde até hoje funciona uma das lojas Cartier.

A princípio, parece que a velha lógica da oferta e da procura, por si só, explica a atual valorização. Mas, falando a verdade, tem algo mais chique e fino do que pérolas legítimas?

Hoje estão expostas as sintéticas, que são lindas, mas ofuscadas pelas selvagens que têm o glamour, pelas camadas de nácar, que refletem mais luz. São mais indecentes! Daí o mergulho em casa de leilões e caixas de joias de família.

Por aqui, joalheiros menores, acostumados a criar peças únicas, aos poucos vêm usando gema selvagem.

“Não é uma joia para se colocar na vitrine”, diz Alexandre Furmanovich, design de joias e empresário. São joias para grandes clientes!

Em 1969, o ator Richar Burton adquiriu por 37.000 dólares a La Peregrina, uma gota selvagem, descoberta no golfo do Panamá no sec. XVI e que pertenceu à rainha Mary I e depois a Bonaparte.

Enquanto uma voltinha de pérolas cultivadas, de alta qualidade, pode custar 10.000 reais, um brinco de pérolas selvagem atinge facilmente um milhão, ou seja, 100 vezes mais.

Quem possui pérolas de família que as guarde, relíquia.

Nossa realidade é outra, e com ou sem pérolas selvagens, a mulher brasileira se faz bela.

Podemos sim, com classe, com um look fatal encarar de forma sofisticada as pérolas cultivadas! Porque não?! As brasileiras são maravilhosas, e nossa tradição não corresponde aos grandes investimentos Hollywoodianos. Nossas bijus são divinas!

Com pérolas ou sem pérolas nosso it é total.

Então, é isso!
Até a próxima!

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