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ACIV analisa empresários do comércio varginhense

14:53 pm ,5 de abril de 2013

por Renata Mitidiere

A ACIV – Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e Serviços de Varginha tem 88 anos de atuação e é uma das mais antigas associações criadas no Sul de Minas. A entidade sempre busca ações que fortaleçam o empresariado local.

Recentemente, a ACIV realizou uma grande pesquisa de análise do comércio local em parceria com o Sebrae. O diagnóstico foi de que Varginha tem um cenário comercial de grandes centros, com três perfis básicos de empresários. Como autoridade no assunto, a ACIV afirma que “a perspectiva é sempre de crescimento e os setores que mais se destacam são o café, no setor agrícola, e no comercial são vestuário e calçados”, afirmam Aureliano Zanon e Aloysio Ribeiro de Almeida, presidente e vice presidente, respectivamente.

O primeiro grupo identificado tem característica bem familiar, normalmente com mais de 20 anos no mercado. Trabalha de maneira tradicional, onde o proprietário possui o controle da empresa “na cabeça”, sem registros formais de caixa e afins. Não demonstra muita vontade de mudar ou aperfeiçoar seu negócio ou a gestão dele.

O segundo grupo trabalha de maneira mais ou menos organizada, tem vontade de aperfeiçoar, porém, ainda não sabe exatamente como, nem onde buscar os recursos necessários. Geralmente está motivado e não demonstra precisar de terceiros, tomando as decisões por conta própria ou na “intuição”.

Por último, existe um grupo que trabalha de maneira organizada, tem consciência da importância dos parceiros, planeja, conhece bem o mercado e seu próprio negócio. Esses empresários investem em capacitações promovidas pelos parceiros e adotam modelos de gestão modernos, acompanhando exigências de mercado.

Apesar de ainda existir um grupo que resiste a um modelo de gestão mais moderno, para a ACIV, muitos fatores auxiliam os empresários de Varginha. “A localização estratégica, a qualidade das rodovias que facilitam o acesso dos consumidores, tanto do comércio, quanto para a utilização dos serviços de saúde e educação, por exemplo. Além de toda a infraestrutura logística para atender o empresariado em todos os setores de suas atividades, como órgãos federais e estaduais, bancos, porto seco e exportadores”, afirmam.

Como fatores complicadores, a ACIV cita dois principais problemas. Primeiro, as feiras itinerantes e as pessoas que compram produtos em quantidade e revendem sem pagar impostos. Para a entidade, essas modalidades de comércio promovem “uma concorrência desleal”. Depois, o fato de as ruas da cidade não comportarem a quantidade de carros que circula no Centro. “Isso causa transtornos em horários específicos e acaba irritando o cliente”.

A ACIV salienta que, apesar de um comércio bem constituído, ainda existem oportunidades para novos negócios. “Existem espaços a serem ocupados desde que apresentem melhoria nos serviços prestados e melhor qualidade no atendimento, que são os pontos que acabam influenciando mais o consumidor na decisão de compra”.

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