Image Image Image Image Image Image Image Image Image Image
Scroll to top

Top

Cafeicultura mira o futuro do mercado em plataformas tecnológicas

Cafeicultura mira o futuro do mercado em plataformas tecnológicas
15:00 pm ,12 de março de 2018

Os conselheiros diretores do Conselho Nacional do Café (CNC), entidade que representa as principais cooperativas produtoras do Brasil, reuniram-se, no dia 2 de março, em Ribeirão Preto (SP). Um dos principais assuntos do encontro foi a crescente elevação dos custos de produção no País, apesar da eficiência do cafeicultor na elevação de sua produtividade, colhendo mais em área menor.

As lideranças cooperativas do setor apresentaram suas preocupações e debateram possíveis cenários que gerem soluções para mitigar os gastos para cultivar café e chegaram ao entendimento de que investimentos em tecnologia são fundamentais, envolvendo genética e sistemas de monitoramento das áreas produtivas.

Também foi alertado que o uso da tecnologia requer educação, por isso é importante o aumento do investimento realizado pelas cooperativas em capacitação de produtores, haja vista que a velocidade de disponibilização de novas tecnologias é alta.

“É fundamental saber quem vai usar a tecnologia, garantindo que seja aplicada corretamente, pois a sua má aplicação causa o efeito reverso de elevar o custo e reduzir a sustentabilidade”, comenta o presidente executivo do CNC, deputado Silas Brasileiro.

Outro aspecto apresentado durante a reunião foi que o dilema do médio produtor permanece: “ser grande demais para dar conta do serviço com o trabalho familiar e pequeno demais para arcar com investimentos expressivos em tecnologias”, revela o presidente.

Uma das possíveis soluções para este dilema foi apresentada pelo gerente agrícola de cafés da Nestlé, Pedro Malta, que propôs o processo de diferenciação do café, de forma que se alcance um preço médio levemente superior em relação ao atual nível que o médio produtor experimenta.

Outra solução sugerida foi o investimento em tecnologia de comunicação para aproximar o produtor do consumidor final estrangeiro. “O fato não é novo. Em verdade, trata-se de uma tendência mundial de comércio através de aplicativos e plataformas similares aos serviços oferecidos por Uber, Airbnb, Hinode, Netflix, Spotify, iFood, entre outras, as quais aproximam os consumidores e seus desejos aos produtos que lhes interessam”, explica Paulo André Kawasaki, diretor de comunicação do CNC.

Os conselheiros expuseram, ainda, que o investimento em cafés diferenciados encarece a produção e o volume cultivado é pequeno; que há necessidade de qualificação dos cafeicultores para terem ciência de seus custos; e, por fim, o crescente aumento nos gastos, apesar dos ganhos de eficiência do produtor brasileiro, o que resulta em margens rentáveis muito estreitas.

“Mesmo diante dessas adversidades, as lideranças cooperativistas entenderam que os cafés especiais e finos, mesmo “mais caros” para produzir, servem de mola propulsora para a comercialização dos frutos convencionais (não diferenciados), pois trazem notoriedade às origens produtoras do Brasil”, conclui Silas Brasileiro.

Comentarios

Comentarios

Copyright © 2015 WEspanha. Todos os direitos reservados