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Como escolher as melhores criptomoedas para o portfólio

Como escolher as melhores criptomoedas para o portfólio
11:00 am ,12 de fevereiro de 2018

Atualmente, existem mais de mil criptomoedas. Cada qual com suas particularidades, objetivos, usabilidade, tecnologia e potencial próprio. Conforme especialistas da Empiricus, após o bitcoin, principal moeda digital do mundo, se tornar um dos ativos mais valorizados de 2017 e crescer mais de 1.300%, todos querem entrar nesse mercado para ter a chance de multiplicar seu patrimônio. Porém, saber identificar as criptomoedas com verdadeiro potencial de valorização no meio de tamanha variedade não é uma tarefa fácil.

“Nosso dia a dia é entrar nos sites, entender tecnicamente o que as criptomoedas fazem, quem são os seus desenvolvedores, o quão comprometido esse pessoal está, quantas pessoas estão no projeto, qual é o valor transacionado, qual o tamanho da rede e a velocidade. É importante entender que existem muito mais fundamentos do que apenas o marketing em qualquer projeto”, argumenta Vinicius Bazan , especialista em criptomoedas da Empiricus e coautor das séries Exponential Coins e Empiricus Crypto Alert.

Foi pensando nessa dificuldade de escolha, que Bazan e André Franco, também especialista da Empiricus e coautor das séries Exponential Coins e Empiricus Crypto Alert , listaram cinco dicas do que é preciso ficar atento na hora de comprar moedas digitais. Veja o que analisar:

1) EQUIPE E GOVERNANÇA

É preciso analisar a equipe que está por trás do criptoativo e buscar saber quais são as credenciais, se os membros estão trabalhando full time, qual é o tamanho do time e a quantidade de áreas que existem dentro da equipe. Um projeto tecnológico só tem sucesso com bons especialistas técnicos trabalhando em seu software.

“O Bitcoin, por exemplo, tem centenas de pessoas olhando para seu código, enquanto que outras criptomoedas têm pouquíssimos desenvolvedores, com mais foco em marketing do que em implementação. Quanto menos gente olhando, maior é a chance de algo dar errado”, avalia Bazan.

2) VALOR TRANSACIONADO

Como não estamos falando de empresas, mas de protocolos de transação de valores, em vez de olharmos para o lucro, podemos observar como essa rede é usada para fazer transações. Ou seja, neste caso, o equivalente ao “lucro” está ligado à quantidade de dinheiro movimentado na rede que está ligado também ao número de usuários. “Se você tiver duas moedas que fazem essencialmente a mesma coisa, mas uma movimenta dez vezes mais do que a outra, logo ela carrega mais valor”, esclarece Bazan.

3) PRODUTO

Neste aspecto, é fundamental saber se existe, ao menos, alguma versão alfa que reproduza o que será a plataforma final das criptomoedas que deseja comprar ou que se está comparando. Se a resposta for não, então isso conta como ponto negativo. Mas é claro que tudo depende de qual estágio de desenvolvimento está o ativo.

É muito mais simples investir em uma plataforma que já está funcionando e busca apenas melhorias, como a do ethereum, do que em um projeto que ainda vai desenvolver o prometido. No entanto, o potencial de ganhos é mais favorável para aquele projeto que ainda não saiu do papel, desde que tenha uma equipe capaz de executá-lo. A escolha depende de quanto risco o investidor está disposto a correr.

4) MARKET CAP

É muito mais fácil avaliar um projeto que está no topo em relação ao market cap (valor de mercado) do que aquele mais abaixo. O crucial é saber que os ativos acima do ranking têm mais informação disponível do que aqueles em posições mais baixas. Isso faz com que se tenha uma massa crítica tanto de defensores quanto de detratores do ativo, o que ajuda na elaboração de uma análise mais concreta.

“Podemos tomar como exemplo o bitcoin , que, por ser o criptoativo de maior market cap, é o que atrai primeiramente a atenção das pessoas. Por estar em destaque, tem muitos defensores e muitos detratores, o que nos proporciona uma visão mais clara sobre seu futuro do que temos sobre o dos ativos fora do top 10 em market cap”, argumentou Franco.

5) PERSPECTIVA MACRO

Esse ponto está relacionado a fatores externos, como as perspectivas para o futuro do mercado. Não há dúvidas de que a “tokenização” e a descentralização, em algum momento, farão parte do mundo de todos, mas ainda é incerto quais serão as primeiras fronteiras que esses dois conceitos atravessarão. Além disso, existe um ponto que precisa ser resolvido muito antes da disseminação das moedas digitais : a usabilidade.

Basta lembrar do começo da internet, de como era complicado utilizar a rede e a quantidade de passos necessários para se conectar. Isso afastou as pessoas comuns em um primeiro momento. Foi apenas quando houve uma melhora nesse quesito que a grande massa aderiu. “Precisamos de projetos que caminhem na direção de entregar usabilidade. As equipes e ideias que conseguirem fazer isso serão as mais bem-sucedidas nos próximos anos”, finaliza Bazan.

Quer saber mais sobre criptomoedas e como elas funcionam? Então, acompanhe gratuitamente a newsletter Crypto Talks , escrita por André Franco e Vinicius Bazan, editores-analistas da Empiricus.

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