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Confiança das MPEs atinge o maior patamar em 18 meses

Confiança das MPEs atinge o maior patamar em 18 meses
14:00 pm ,3 de novembro de 2016

O Indicador de Confiança da Micro e Pequena Empresa de Varejo e Serviços (ICMPE) calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) atingiu o maior patamar em 18 meses, desde maio de 2015, registrando 50,6 pontos em outubro. A escala do indicador varia de zero a 100, sendo que quanto mais próximo de 100, mais confiantes estão os empresários. No mesmo mês do ano passado o indicador marcara 38,7 pontos e 31,0% dos empresários diziam-se confiantes no desempenho futuro da economia brasileira. Um ano depois, essa proporção alcança 53,2%, um avanço de 22,2 pontos percentuais.

“A melhora gradual da confiança é uma boa notícia sobre a situação econômica do país. O resultado evidencia que os empresários sondados estão, em sua maioria, confiantes com os rumos da economia e dos negócios. É importante observar, porém, que o indicador ainda não toma distância do nível neutro, de 50 pontos, sugerindo que há uma quantidade expressiva de empresários com sentimentos opostos”, afirma o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.

Para Pinheiro, a consolidação da confiança é componente fundamental para o rompimento do atual ciclo recessivo, mas não acontecerá instantaneamente. “Apenas agora vemos o possível início de um novo ciclo na queda da taxa básica de juros. Se esse cenário for concretizado, as reduções da Selic podem estimular a economia e elevar a confiança dos agentes econômicos, inaugurando um ciclo positivo de crescimento”, explica.

O Indicador de Confiança é composto pelo Indicador de Condições Gerais e pelo Indicador de Expectativas. Por meio da avaliação das condições gerais, busca-se medir a percepção dos micro e pequenos varejistas e empresários de serviços sobre os últimos seis meses. Já através das expectativas, busca-se medir o que se espera para os próximos seis meses.

71% dos MPEs afirmam que a economia piorou nos últimos 6 meses
O Indicador de Condições Gerais, que avalia a percepção do micro e pequeno empresariado sobre o desempenho de suas empresas e da economia brasileira nos últimos seis meses, apresentou um crescimento, passando de 27,3 pontos em setembro para 30,4 pontos em outubro. O número ainda persiste abaixo do nível neutro de 50 pontos, o que significa que, para a maioria dos micro e pequenos empresários, a situação econômica do país e de suas empresas apresentaram piora nos últimos meses.“

Os indicadores mais recentes da economia não dão clara evidência de que a situação do consumidor ou empresário melhorou. O que se pode apontar, por ora, é o início de um processo de reversão de expectativas”, avalia a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. “Apesar da melhora na avaliação das condições da economia e dos negócios em outubro, a avaliação da maior parte desses empresários acerca dos últimos seis meses é negativa.”

Em termos percentuais, 71,1% desses micro e pequenos empresários afirmam que a economia piorou no último semestre. Em relação aos negócios, 56,9% consideram que houve piora nos últimos seis meses. Entre os MPEs que relatam piora dos negócios, a crise está diretamente ligada às dificuldades encontradas: 71,6% dizem que, por causa dela, as vendas diminuíram e 10,5% que os preços de insumo, matérias primas e produtos aumentaram.

Expectativas seguem acima dos 50 pontos
Se a avaliação acerca do passado deixa a desejar, as perspectivas para o futuro são mais positivas. O Indicador de Expectativas teve um avanço, passando de 60,0 pontos em setembro para 65,7 pontos – acima do nível neutro de 50 pontos.

Quando o assunto é o futuro da economia, 53,2% dos empresários manifestaram otimismo com os próximos seis meses. Já em relação ao próprio negócio, a proporção de otimistas sobe para 69,0%. “O fato de o próprio negócio inspirar mais confiança do que a economia é resultado de que os entrevistados têm controle de sua empresa, mas não da economia. Assim, diante da adversidade, podem promover ajustes para atenuar o impacto da crise”, explica Kawauti.

Maior parte dos otimistas não sabem explicar as razões
A maior parte dos empresários otimistas com a economia não sabe, porém, explicar suas razões: dizem apenas acreditar que as coisas irão ser resolvidas de alguma maneira (31,9%). Há também os que mencionam a resolução da crise política (23,7%), e os que acreditam que alguns indicadores econômicos já dão sinais de melhora e o país retomará a rota de crescimento (19,5%). Para 34,1% dos que manifestam pessimismo com a economia, as incertezas políticas são a principal razão.

Entre os empresários que estão otimistas com relação ao seu negócio, a razão predominante é o sentimento sem uma explicação aparente (29,5%), seguida pela boa gestão do negócio (23,0%). Já entre os que estão pessimistas, o principal motivo é a percepção de que a economia não irá melhorar (69,0%).

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