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Construindo confiança no mercado de criptomoedas

Construindo confiança no mercado de criptomoedas
11:26 am ,20 de setembro de 2019

O comércio de criptomoedas via mercado de balcão chegou para ficar. Com o aumento de investidores institucionais preocupados em evitar os riscos associados, há uma crescente necessidade de aplicar uma forma diferente de criptocomércio via mercado de balcão – por meio de escrows, com um parceiro de confiança.

O mercado de criptomoedas (‘cripto’) parece estar em alta. As Bitcoins, principal moeda digital com um marketshare de mais de 60%, tiveram um aumento em seu preço de cerca de US$ 4.000 em abril de 2019 para mais de US$ 10.000 em julho do mesmo ano. Isto ocorreu apesar de preocupações com a Dark Web, as recentes audiências no Congresso Americano sobre a Libra do Facebook e com a confusão sobre a regulamentação.

Por causa do aumento dos preços, investidores institucionais estão buscando estar mais envolvidos neste mercado. No ano passado, pela primeira vez, investidores institucionais superaram indivíduos de alto poder aquisitivo (HNWIs, ou High Net Worth Individuals, em inglês) em termos de compra de criptomoedas, que estão rapidamente passando a fazer parte de uma estratégia diversificada de investimentos. Ainda que haja uma maior presença nos EUA e no Reino Unido, são observadas transações na Suíça, Hong Kong e Canadá.

A velocidade de profissionalização no mercado de criptomoedas tem aumentado, com muito do crescimento recente sendo impulsionado por uma infraestrutura financeira mais eficiente. Isto está ajudando instituições financeiras a olhar mais atentamente para as criptomoedas, e a usá-las para renovar seus portfólios. Desde julho de 2019, a capitalização total do mercado para estes ativos digitais em circulação foi de pouco menos de US$ 300 bilhões. É provável que este valor seja superado em um futuro próximo ainda que a longo prazo o crescimento dependa de como a indústria se adaptará à nova estrutura regulatória, com agências como a Autoridade Regulatória da Indústria Financeira (FINRA, em inglês) buscando implementar regras, que oferecem uma plataforma para comercializar ativos digitais com menos riscos.

O volume de transações tem se expandido por conta de um rápido crescimento do comércio via mercado de balcão, uma vez que projetos de criptomoedas buscam liquidez. No chamado “Cripto Inverno” de 2018, empresas de mercado de balcão focadas em criptomoedas, incluindo a Genesis Trading e a Circle (apoiada pela Goldman Sacks) começaram a reportar um imenso crescimento e esta tendência continua. De acordo com uma pesquisa realizada pela Diar, mais de 25% dos Bitcoins em circulação estão em balanços de 1.000 a 10.000 BTC – volumes que apontam para instituições financeiras.

Estes investidores institucionais optam por compras via mercado de balcão ao invés de mercados spot por diversas razões. Os livros dos mercados spot geralmente têm uma liquidez baixa, o que não permite compras em grandes volumes. Mercados de balcão permitem pedidos grandes sem um impacto desfavorável no preço enquanto mercados spot limitam o número total de Bitcoins que podem ser compradas de uma vez – a Coinbase, por exemplo, tem um limite diário de comercialização de US$ 25.000.

Dito isto, há algumas complicações que tanto compradores quanto vendedores podem encontrar quando estão estabelecendo uma operação via mercado de balcão. Geralmente não há garantias de que os ativos serão entregues ou que o dinheiro será pago. A maioria dos corretores de mercado de balcão não oferecem uma solução adequada de liquidação, o que aumenta o risco.

Por Paul Wilden, Global Head de Capital Markets Services da TMF Group e Mike Rodriguez, Diretor Comercial de Capital Markets Services da TMF Group

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