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Cultura Australiana: Raízes

Cultura Australiana: Raízes
16:00 pm ,18 de janeiro de 2018

por Thais Tavares

Quando se fala, em qualquer lugar do mundo, que se é brasileiro, logo já vem a frase cliché: UAU! Carnaval, Caipirinha, Picanha!!!

É bem interessante como as pessoas de fora do Brasil veem a nossa cultura. Elas sempre nos perguntam se a língua que falamos é espanhol ou português de Portugal; se moramos na Bahia, São Paulo ou Rio de Janeiro. Impressionantemente eles nos reconhecem na rua quando falamos: “você tem o sotaque de brasileiro, tem os traços de Brasileiro!” Eles sempre ficam com olhos de admiração, pelas histórias, culinária, gingado e mistura de cor!

A receptividade Australiana em relação a nós, intercambistas, é bem relativa. Os australianos têm uma cultura bem diferente da nossa. São bem fechados, e se tem amigos, normalmente são aqueles de infância, que duram para toda a vida. Se a sua intenção é se relacionar com um australiano, paciência meu amigo! Costumam dizer que somos muito dramáticos, românticos demais, um grude sabe?! Não gostam de dar satisfações em relacionamentos, ou demonstrar afeto em público ou sequer sair com a parceira/o para uma festa ou jantar para ter a companhia um do outro.

A atenção é voltada sempre para os amigos, o que não é legal para gente. Mas adoram uma festa, bem movimentada, como nós mesmos. Uma família australiana é normalmente, formada pelos pais, dois filhos, um animal de estimação e amigos antigos. Sim, os amigos são sim parte da família por aqui. Todos os domingos e /ou em qualquer dia em que não estão fazendo nada, as famílias se juntam nas praias e/ou parques para fazer piqueniques, encontrar os familiares, os amigos (não são friends e sim MATES!), bater um papo de horas e beber muito até escurecer, comemorar qualquer coisa, sem motivo. As crianças aprendem a surfar e a andar de skate com no máximo 3 anos de idade. Certamente uma prancha de surf ou um skate, será um dos primeiros presentes de Natal que uma criança australiana ganhará.

Bem no início da nossa chegada fomos a uma cidade do lado chamada Byron Bay, e achamos muito diferente a cultura deles. Essa cidade é uma ótima dica para quem quer se sentir de verdade em uma Austrália alternativa, sem caos, com muitas festas, energia positiva e uma sensação hippie. Bem conhecida entre os brasileiros, Byron Bay é uma cidade com praias paradisíacas, uma energia sensacional e com muito australiano alternativo. Festas brasileiras, muita balada, cabelos loiros queimados pelo sol, que aliás é muito quente, olhos azuis da cor do mar, muito surf, pés descalços – SIM! Eles andam descalços por qualquer lugar, qualquer lugar mesmo -, amigos e bebidas. Tentar inserir-se em um grupo de australianos para fazer amizades, bem no início de um intercambio é bem arriscado; pode ser que alguns deles te bloqueie e agirão como se você fosse um estranho, ou pode ser que eles falem com você como se fosse o mais novinho da turma, e provavelmente, pagará o pato de todas as brincadeiras. Eles se juntam em qualquer canto, sem erro. Um dos lugares para isso em Gold Coast, com o mesmo clima de Byron Bay, se chama Burleigh Heads. Umas das praias com a visão inteira da costa do centro da cidade, e uma vista sensacional para o pôr do sol. Vale a pena arriscar uma amizade por lá! Nas calçadas, se tem o lado certo de andar: sempre a sua esquerda. Isso serve para os carros também!

E há uma coisa bem particular australiana, incomum, que vemos muito por aqui: tomam banho no máximo uma vez ao dia, isso, quando tomam. E se tomam, não usam desodorante. Algo barato e que tem de graça em todas as academias para facilitar. Mas eles simplesmente ignoram. Não é algo generalizado, mas a maioria dos australianos são assim. Já viajamos a Melbourne, Sydney, e outras cidades por perto e sempre há uma leva com essas características nada agradáveis. E, para eles, nós brasileiros que somos os errados por tomar banho 3 vezes ao dia, escovar os dentes depois de cada refeição. Ser limpo demais na Austrália é sinônimo de ser estranho. Vai entender!

Relevando as diferenças culturais, o respeito sempre permanece. É gratificante poder conhecer uma cultura calorenta como a nossa, mas diferente em suas raízes!

Sobre

Varginhense, mineira de sangue e coração, 22 anos de idade, estudante, intercambista, viajante, fotógrafa, sonhadora. Mora atualmente em Gold Coast/Austrália.

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