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Desperdício é um dos fatores que agravam a escassez de água no verão

Desperdício é um dos fatores que agravam a escassez de água no verão
11:07 am ,8 de novembro de 2019

No Brasil cada pessoa gasta, em média, 185 litros de água por dia, enquanto a Organização das Nações Unidas (ONU) recomenda o máximo de 110 litros.

Épocas de calor intenso são repletos de discussões a respeito da economia de água. O problema é que a maioria das pessoas parece não entender a necessidade de combater o desperdício. Apesar de chuvas intensas do verão, muitas vezes os locais onde a chuva se concentra não atingem os reservatórios municipais. “O calor evapora a água, a população tende a aumentar o consumo e nem sempre essa água é reposta”, salienta Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News & Negócios (www.revistaecotour.news).

A quantidade de água no planeta é estável. Não muda. O que muda na realidade é a disponibilidade da água. Isso varia, e muito, de região para região, de época do ano, e do cuidado da população ou descaso da mesma.

“No Brasil cada pessoa gasta, em média, 185 litros de água por dia, enquanto a Organização das Nações Unidas (ONU) recomenda o máximo de 110 litros. O desperdício é um dos fatores que agravam a escassez desse recurso”, relata Vininha F. Carvalho.

Segundo o Relatório Mundial das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento de Recursos Hídricos 2015 – Água para um Mundo Sustentável, documento elaborado pela Unesco, o consumo da água cresceu duas vezes mais do que a população nas últimas décadas. Seguindo o mesmo padrão de uso desse recurso, estima-se que até 2030 o mundo deve alcançar um déficit de 40% no abastecimento de água.

Cerca de 97,5% de toda água na Terra é salgada. Apenas 2,5% é doce, sendo que desta parcela, 1,72% está congelada nos polos Sul e Norte e geleiras no alto de montanhas, outros 0,75% são águas subterrâneas. Faz parte da constituição das plantas e animais, 0,02%, restando apenas 0,01% de toda água do planeta disponível em rios, lagos e represas. Como agravante, no Brasil, há 13% desses 0,01% potável, com taxas elevadíssimas de desperdício.

Embora a economia no ambiente doméstico seja essencial, o maior consumo de água acontece fora de casa: cerca de 70% do gasto de água mundial corresponde à agropecuária e 20% à indústria, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Para produzir um quilo de carne bovina são necessários aproximadamente 15 mil litros de água. Por outro lado, a mesma quantidade de carne de frango exige quase quatro mil litros. Na confecção de uma camiseta de algodão são gastos cerca de dois mil litros de água e mais de sete mil para um par de sapatos de couro. O computador de uso pessoal precisa de 30 mil litros de água para ser fabricado.

É preciso pensar na água envolvida na fabricação dos produtos e, a partir disso, fazer escolhas. Refletir sobre seus hábitos de consumo é o melhor caminho. Israel é um exemplo para o mundo, porque mesmo tendo vizinhos hostis e com poucos recursos hídricos conseguiu repensar seu estilo de vida e sobre o uso consciente dos recursos naturais. Como resultado, Israel tem uma cultura de economia de água e lá todos sabem como usá-la.

“É possível que, no futuro, haja guerras por causa da escassez de água, por isso é mais barato e mais inteligente que os países pensem sobre um planejamento hídrico. Agora. Melhorar o aproveitamento da água faz parte da luta pela preservação do nosso planeta”, conclui Vininha F. Carvalho.

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