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Dicas para evitar o fechamento da sua empresa

Dicas para evitar o fechamento da sua empresa
15:00 pm ,8 de abril de 2016

Com tantas empresas fechando as portas nos últimos tempos, como é possível recuperar o caixa antes que isso aconteça sem precisar mexer na folha de pagamento? A resposta é simples e a solução pode estar bem debaixo do nariz: corte de custos e renegociação com fornecedores dos mais variados tipos. Mas como e por onde começar e alcançar resultados significativos que sejam impactantes nos números das empresas?

Para o especialista em redução de custos, Fernando Macedo, da consultoria ERA – Expense Reduction Analysts, são ações simples as que geram maiores resultados, como a análise minuciosa de contratos e custos com fornecedores diversos. “Muitos empresários acreditam que para sair da crise, a solução é o aumento das vendas e, se elas não ocorrem, eles não veem alternativas e acabam recorrendo às recuperações judiciais. Mas todas as reduções de custos podem ser revertidas diretamente em lucro”, explica Macedo.

Algumas dicas básicas para decisões ainda no primeiro semestre de 2016, segundo o consultor, para reduzir custos e aumentar o caixa das empresas, são as seguintes:

1- Fornecedores preferidos podem não ter mais os melhores custos: mas não adianta partir simplesmente para a velha mania de simplesmente fazer 3 novas cotações de preços. Às vezes, o problema pode estar nas pessoas da empresa que estão acostumadas a lidar com os mesmos fornecedores. Faça um rodízio entre as pessoas que costumam cotar preços e desconfie caso haja resistência na mudança, pois talvez exista algo a mais por trás das negociações.

 2- Centralize o departamento de compras: é sempre possível reduzir custos com compras cooperadas de todos os departamentos da empresa. As compras picadas sempre saem mais caro.

 3- Reutilização da água: reduzir custos com a conta de água também é possível sem precisar de altos investimentos. Além de contribuir para não faltar, os custos podem ter grande redução, com sistemas de reuso e captação de água.

 4- Energia mais barata: inicialmente é preciso fazer um investimento para a instalação de sensores de presença e células fotoelétricas que liberarão energia somente se alguém estiver naquele ambiente. Mas, a longo prazo, a economia com a conta de luz é altamente significativa.

5- Limpeza: Nem sempre a contratação terceirizada da limpeza da empresa é um bom negócio. Existem fornecedores que fazem uma melhor adequação das necessidades de horários, turnos e pessoal que acabam fazendo uma enorme diferença.

 6- Telecomunicações: Sabe aqueles pacotes promocionais, que incluem planos de minutos, com internet e outros benefícios? Nem sempre eles são os mais econômicos dependendo da necessidade da empresa. Segundo o especialista, esta é a questão mais difícil de adequar numa empresa. Muitas vezes, os diretores têm um plano melhor, mas são os vendedores que gastam mais em telefonia e possuem planos inferiores.

7- Cafezinho: Não é porque é considerado um item de baixo custo, que o cafezinho diário das empresas não tenha que ser reavaliado. Compras de materiais descartáveis para o café, ao longo do ano, podem pesar no orçamento se não houver um planejamento com fornecedores para cada departamento. Há soluções práticas e simples, como a compra cooperada de outros itens de materiais de escritório, por exemplo.

 Fernando Macedo também orienta as empresas a diminuir os custos, mesmo que seja em situações específicas e peculiares de cada negócio, como custos com transporte e logística, cozinha industrial e refeitório para colaboradores, combustível para a frota de automóveis e outros. “Sempre pode haver reduções com um bom planejamento e elas refletem sempre no aumento do lucro”, completa ele.

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