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Em tempos de crise, como reestruturar uma empresa?

Em tempos de crise, como reestruturar uma empresa?
17:00 pm ,7 de dezembro de 2018

Atravessar os obstáculos econômicos e políticos do Brasil é um desafio cada vez maior para as empresas estabelecidas no país. O resfriamento da economia, que frustrou as expectativas do empresariado e dos investidores, e a instabilidade do cenário político pré-eleições, intimidaram grandes movimentações do setor produtivo em 2018.

Os revezes deste ano, com a suspensão das votações de medidas econômicas, os impactos da greve geral dos caminhoneiros em maio e o desenho do cenário político polarizado das eleições enfraqueceram ainda mais o já combalido ritmo de crescimento.

Tamanha instabilidade expõe cada vez mais a fragilidade capacidade produtiva do país. No primeiro trimestre deste ano, por exemplo, 296 empresas entraram com pedidos de falência, segundo dados da Serasa Experian. O indicador, que registrou seu auge em 2016 e que vinha em queda nos últimos anos, representa uma redução de 24,9% no número de requerimentos de recuperação judicial em relação ao mesmo período de 2017.

Para Fabio Greco, sócio-fundador da gestora Vision Brazil Investments, a reestruturação empresarial em tempos de crise consiste em entender o que funciona e o que não funciona diante do cenário que se apresenta no país, promovendo mudanças estruturais e de cultura até que novos resultados sejam alcançados. “Não é uma mudança momentânea, e sim efetiva, já que inclui transformações mais profundas no modelo de negócio. Uma reestruturação neste nível precisa questionar o que agrega e o que não agrega valor ao negócio, para então levar em conta decisões orientadas por um objetivo”, afirma Greco.

O diagnóstico empresarial é uma análise profunda nas áreas financeira e operacional da companhia, auditando os ativos e os passivos, os meios de precificação dos produtos, os contratos com fornecedores e outros processos essenciais para a operação. “Por isso é uma ação que deve ser tomada urgentemente. Se passar muito tempo, o acúmulo de problemas não identificados e, consequentemente, não remediados, impossibilita a reestruturação eficiente da empresa”, complementa.

Segundo Amaury Fonseca Junior, também sócio-fundador da Vision Brazil Investments, “é importante ter em mente que a opção pela reestruturação de uma empresa em tempos de crise é um mecanismo que procura recuperar negócios que perderam a saúde financeira e não conseguem se reerguer por conta própria por estarem diante de uma desaceleração econômica”. Para ele, o primeiro passo a ser dado é olhar para dentro.

“De maneira inevitável, todos os segmentos de mercados foram ou serão afetados, em maior ou menor grau, pela desestruturação do cenário econômico e político brasileiro. Mesmo com o aumento de investimentos em uma companhia, o que define a dimensão do impacto dos fatores externos sobre uma empresa é, em última instância, a tomada de decisões estratégicas, um imperativo para a sobrevivência dos negócios”, afirma.

O foco deve ser sempre a sobrevivência do negócio mais do que a expansão ou a inovação. Diante de uma realidade com baixas perspectivas para crescimento, projeções de aumento dos juros, instabilidade política, elevação de custo, crises energéticas etc., as empresas devem se firmar com prudência e atenção especial para todos os fatores que devem demandar mais esforço e cautela para garantir a competitividade no mercado. A base da reformulação deve ser o braço financeiro da empresa, uma chance de reorganizar também o fluxo de trabalho e verificar quais são os cargos que precisam ser ocupados, bem como se são necessários novos cargos e funções.

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