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Empreendedorismo social: que negócio é esse?

Empreendedorismo social: que negócio é esse?
11:00 am ,17 de agosto de 2018

*Por Fernando Caparica, diretor e curador da Mostra+Sustentável

Desenvolvimento sustentável é um tema que tem sido discutido com grande ênfase nos últimos anos, graças à cultura de incentivo ao consumo e às limitações impostas por nosso planeta. Em um cenário de revoluções tecnológicas disruptivas e aumento da conscientização coletiva, surge um novo movimento que busca associar o ganho pessoal ao benefício social.

Através do empreendedorismo social ou setor 2.5, empresas são concebidas para promover o desenvolvimento sustentável, gerando lucros enquanto endereçam questões socioambientais. Assim é a Mostra+Sustentável: com o propósito de ser uma ferramenta de transformação social, ela acontece sempre em uma instituição de benemerência, deixando como legado social a revitalização física do prédio, maior visibilidade e incremento na receita financeira. Atende 11 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pela ONU para a Agenda 2030 e, ainda assim, é um evento de marketing e educação sobre arquitetura, design e estilo de vida sustentáveis, que busca gerar negócios às empresas e profissionais envolvidos.

A parte mais interessante – e gratificante – do empreendedorismo social é que o sucesso do negócio acontece graças a essa abordagem com um propósito, ao trabalho com causa, ao plano de negócios com valores. No empreendedorismo social, os meios justificam os fins!

A inclusão de mulheres e minorias no setor 2.5 é regra e não exceção: a diversidade, apesar de não facilitar, enriquece o debate para tomada de decisões. Temas como pegada ecológica (abrangendo aqui as pegadas hídricas e energéticas), análise de ciclo de vida e economia circular, estão sempre presentes na cabeça dos empreendedores sociais. Não faria sentido a realização de um evento como a Mostra+Sustentável sem pensar na compensação dos gases de efeito estufa, no uso de energia renovável ou no reuso de água. Da mesma maneira, soaria como hipocrisia falar em sustentabilidade sem pensar em questões como educação e conscientização, acessibilidade e democratização. Por fim, como o negócio social é concebido para endereçar (e não, necessariamente, resolver) um problema social, ambiental ou ambos, ele sempre conta com um número muito maior de stakeholders. Não há empreendedor social que atue só; não há empresa do setor 2.5 que não faça parcerias, muitas parcerias.

De resto, é mais do mesmo: objetivos e metas continuam presentes, a lucratividade permanece fundamental, estratégia e planejamento ainda mais necessários. O grande diferencial é que a realização pessoal e profissional vem decorrente do fortalecimento de nosso habitat – nosso próximo, nosso bairro, nossa cidade, nosso país, nosso planeta. Como habitantes dessa aldeia global, ganhamos o nosso pão e cuidamos do solo que gera o trigo.

*Fernando O. Caparica Santos é empresário e empreendedor, engenheiro eletricista, pós-graduado em administração de empresas e construções sustentáveis, sócio proprietário da Ecotopia Soluções Sustentáveis, empresa organizadora da Mostra+Sustentável e das SustenTalks.

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