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Empresas mineiras registram o maior índice de dívidas desde 2013

Empresas mineiras registram o maior índice de dívidas desde 2013
14:00 pm ,25 de agosto de 2016

A queda no faturamento das empresas levou os empresários mineiros a registrarem recorde no acúmulo de dívidas. Isto foi o que apontou os dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) das CDLs em Minas Gerais. Em julho, o número de débitos em atraso desses negócios apresentou alta de 16,77%, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O crescimento é o maior dos últimos três anos para essa mesma base de comparação. No ano anterior, esse índice ficou em 12,13%. Já em 2014 e 2013 esse aumento foi de 8,11% e 13,89%, respectivamente.

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Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Bruno Falci, esse aumento retrata como a atual conjuntura econômica tem impactado o fluxo de caixa das empresas mineiras. “A alta da inflação está pressionando o orçamento das famílias. Não bastasse isso, os juros elevados estão desestimulando a aquisição de bens de maior valor agregado, que na maioria das vezes demanda crédito”, explica. “A junção desses fatores acaba resultando na queda das vendas e do faturamento de muitos negócios. Com isso, a capacidade dos empresários em honrar seus compromissos fica comprometida”, completa.

Na comparação com o mês imediatamente anterior (Jul.16/Jun.16), o número de dívidas em atraso registrou alta de 1,29%. “Com a combinação da piora do cenário macroeconômico, do aumento dos custos e da queda nas receitas, muitos empresários sentiram dificuldade em quitar seus débitos”, disse Falci.

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Inadimplência das empresas – O número de empresas inadimplentes cresceu 14,42% em julho, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O aumento é o maior dos últimos dois anos para essa mesma base de comparação. Nos anos anteriores, a inadimplência de pessoas jurídicas registrou os seguintes índices: 11,42% (2015); 10,7% (2014) e 15,47% (2013).

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Dívidas do consumidor mineiro – De acordo com os dados do SPC das CDL’s de Minas Gerais, o número de dívidas dos consumidores mineiros seguiu a mesma tendência de alta observada nas empresas. Em julho, esse índice registrou crescimento de 6,5%, na comparação com o mesmo período do ano anterior (Jul.16/Jul.15).

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Já na comparação com o mês imediatamente anterior (Jul.16/Jun.16), o número de dívidas em atraso dos mineiros cresceu 0,66%. “O aumento é atribuído à piora dos indicadores macroeconômicos com destaque para a ascensão da taxa de desocupação”, disse. “Com mais pessoas desempregadas, a média salarial das famílias reduz e isso acaba comprometendo a capacidade dos consumidores em arcar com os seus compromissos financeiros”, afirma o presidente da CDL/BH.

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Perfil do consumidor com dívidas em atraso – A maioria das dívidas em atraso (34,37%) em julho foi registrada pelos consumidores com idade superior aos 65 anos. Falci explica que boa parte dessas pessoas chega à terceira idade dependendo exclusivamente da previdência social. “Como na aposentadoria a renda diminui, mas os gastos com planos de saúde e remédio aumentam, muitas pessoas acabam tendo dificuldade em equilibrar seu orçamento”, afirma.

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Já na análise por gênero, os homens foram responsáveis pelo maior crescimento (6,3%) das dívidas em atraso em julho, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. “O público masculino costuma ser o responsável pelas compras de maior valor agregado da família. E como geralmente essas contas são parceladas em longos prazos, quem não se planeja acaba ficando mais vulnerável ao acúmulo dos débitos”, disse o presidente da CDL/BH. E Como na aposentadoria a renda diminui, mas os gastos com planos de saúde e remédio aumentam, muitas pessoas acabam tendo dificuldade em equilibrar seu orçamento”, completa.

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Inadimplência do consumidor mineiro – De acordo com os dados do SPC das CDL’s de Minas Gerais, o número de pessoas inadimplentes no estado apresentou alta de 5,34% em julho, na comparação com o mesmo período de 2015. Apesar do aumento, o índice de inadimplência é o menor dos últimos três anos. Nos anos anteriores, esse indicador registrou os seguintes resultados: 5,35% (2014); 6,13% (2014) e 6,33% (2013).

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