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EUA importam 21% dos cafés diferenciados do Brasil em 2016

EUA importam 21% dos cafés diferenciados do Brasil em 2016
15:00 pm ,16 de novembro de 2016

Estes e outros destaques fazem parte do ‘Relatório mensal outubro 2016′, do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil – CeCafé. De acordo ainda com o Conselho, em relação especificamente aos cafés diferenciados – que têm qualidade superior ou algum tipo de certificado de práticas sustentáveis -, o volume de sacas de 60kg exportadas de janeiro a outubro deste ano foi de 4,969 milhões de unidades com preço médio de US$ 192,81. O CeCafé também aponta no Relatório que os EUA se destacaram em primeiro lugar nessas importações, com a compra de 1,021 milhão de sacas, ou seja, 21% do que foi embarcado.

O ranking dos dez países importadores de cafés diferenciados do Brasil, de janeiro a outubro de 2016, conforme o Relatório mensal outubro 2016, é o seguinte: em primeiro, os EUA, com 1,021 milhão de sacas de 60kg; em segundo, Japão – 735,301 mil; terceiro, Itália – 559,152 mil; quarto, Alemanha – 554,852 mil; Bélgica, em quinto, com 511,184 mil; em sexto, Reino Unido – 160,606 mil; sétimo, Espanha – 156,268 mil; Suécia, oitavo – 119,794 mil; nono, Austrália – 110,575 mil; e, Canadá, em décimo lugar, com 110,138 sacas de 60kg. Considerando os demais países, o volume exportado totalizou 4,969 milhões de sacas e receita cambial de US$ 958,17 milhões.

Com relação às exportações totais de café nesse mesmo período deste ano, o volume embarcado foi de 27,562 milhões de sacas de 60kg que geraram receita cambial de US$ 4,2 bilhões. Desse volume exportado, 24,355 milhões de sacas foram de café verde, sendo 23,816 milhões de café arábica e 539,236 mil de café robusta. O café industrializado totalizou 3,207 milhões de sacas, das quais 3,182 milhões de solúvel e 24,254 mil de torrado e moído. Em contraponto, o volume exportado nos últimos 12 meses – novembro de 2015 a outubro de 2016 – registrou 34,309 milhões de sacas, com receita total de US$ 5,2 bilhões.

De acordo ainda com o CeCafé, no período de janeiro a outubro de 2016, os cinco principais países importadores dos Cafés do Brasil, de todos os tipos, em ordem decrescente foram: em primeiro lugar, de novo os EUA (5,275 milhões de sacas); em segundo, Alemanha (4,930 milhões de sacas); terceiro, Itália (2,424); quarto, Japão (2,008); e quinto, Bélgica (1,651 milhões de sacas).

No acumulado das exportações deste ano civil (27,562 milhões de sacas), 122 países importaram o café brasileiro. O preço médio registrado em outubro de 2016 foi de US$ 170,92, com alta aproximada de 3,75% em relação ao mês anterior (US$ 164,74). A despeito da alta verificada nos preços nos últimos quatro meses, a média calculada para o ano civil (janeiro/outubro) está em US$ 153,77 por saca de 60kg.

Conforme ainda o Relatório mensal outubro 2016, do CeCafé, que está disponível na íntegra no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café, o desempenho geral do setor nos dez primeiros meses deste ano foi negativo, se compararmos com os resultados obtidos em igual período de 2015, pois o volume exportado caiu 8,9%, com receita cambial 17,6% a menos e, além disso, o preço médio da saca recuou 9,5%.

O CeCafé traz também no seu Relatório de outubro o artigo ‘Cafeicultura Sustentável – A Importância do pequeno produtor para o setor cafeeiro’, o qual analisa o potencial dos cafés diferenciados do Brasil. Segundo o artigo, “Não é novidade que o Brasil produz cafés diferenciados por sua qualidade e pela sustentabilidade na produção. Há uma enorme variedade de cafés especiais, pois temos diversos climas, tipos de solo e altitudes nos 7 principais estados produtores de café. Estudos mostram que não só os países desenvolvidos são os grandes consumidores de cafés especiais, como também os brasileiros têm se interessado cada vez mais por esses tipos de grãos. A diferenciação, impulsionada pelas exigências do mercado externo, agrega valor ao produto final e traz novas oportunidades de negócio, tornando o mercado de cafés especiais bastante promissor”. Dessa forma, essa análise contida no artigo sinaliza uma forte tendência de consumo dos cafés diferenciados do Brasil pelos mercados cada vez mais exigentes.

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