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Franquias mineiras driblam crise e crescem

Franquias mineiras driblam crise e crescem
17:00 pm ,4 de abril de 2016

Receita gerada pelas redes genuinamente de Minas saltou de R$ 3,9 milhões em 2014, para R$ 4,1 milhões em 2015

Diante de um cenário econômico pouco favorável, há quem diga que abrir um negócio no Brasil seja uma loucura. Alguns setores, no entanto, indicam justamente o contrário. Oferecendo risco menor, previamente calculado e, portanto, mais segurança aos marinheiros de primeira viagem, as franquias provam que a maré, para elas, ainda está para peixe.

Franquias genuinamente mineiras têm mostrado, em números, que os negócios no Estado estão acompanhando o crescimento nacional desse segmento. Em 2015, período mais crítico da crise econômica, houve um aumento de 3,5% no número de redes abertas em Minas, em relação ao ano anterior. O avanço das novas marcas ficou próximo dos 4,5% de redes inauguradas no País, entre 2014 e 2015. A receita gerada no Estado também cresceu, saltando de R$ 3,9 milhões para R$ 4,1 milhões no mesmo período, conforme dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF).

Veterana no ramo, a Pastelaria Fujiyama, fundada há 30 anos em Belo Horizonte, viu a receita dobrar no ano passado, frente a 2014. O incremento no faturamento veio associado à abertura de 23 unidades – de um total de 45 lojas. A expectativa para esse ano é inaugurar pelo menos outras 20 e manter os resultados de 2015. “O custo de implantação da loja é razoável e o nosso produto, em tempos de crise, passa a ter um grande apelo no mercado, porque é barato. Outro diferencial é que optamos por um modelo em que não existe cozinha dentro da loja. Os pastéis ficam prontos e saem do freezer direto para a fritadeira. Isso barateia, reduz a quantidade de funcionários e facilita a operação”, detalha o diretor-executivo da rede, Paulo Nonaka.

Segundo ele, proprietário de outras três marcas, um contrato no Maranhão, o primeiro naquele estado, acaba de ser fechado. O sucesso do segmento, avalia, tem relação direta com a taxa de desemprego no País, a mais alta em três anos, segundo levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O empresário tem razão.

De acordo com a diretora regional da ABF em Minas, Danyelle Van Straten, o franchising é o último a entrar na crise e o primeiro a sair. «É uma rede de associados e eles trocam experiências, seguem em busca da melhoria contínua. Faz parte de uma rede de franquia conseguir ter os melhores indicadores de desempenho, o que não seria possível em um empreendimento individual. Além disso, o franchising consegue se tornar uma excelente opção no desemprego, já que a pessoa que trabalhou anos em uma mesma empresa pode não ter muita experiência mercadológica. A franquia transfere o know how porque é um negócio mais acertado”, analisa.

Para a Pomodori Pizza, novata nesse modelo de negócio, 2016 também começou bem. O movimento nas 19 lojas de Belo Horizonte aumentou 10% entre janeiro e março. Já o faturamento da rede, que contabiliza 23 unidades em Minas, Espírito Santo e no Rio Grande do Norte, 10 delas inauguradas no ano passado, saltou 50% entre 2014 e 2015.

A partir de agora, os planos para a Capital estão limitados a, no máximo, mais duas unidades. O objetivo, justifica o diretor da franqueadora, Luiz Flávio Andrade Cançado, é popularizar a “fatia gourmet” em outros estados. “Acabamos de contratar um profissional com 33 anos de experiência em franquias e as coisas estão avançando”, comemora. A décima loja da rede inaugurada em 2015 foi aberta no bairro Jaraguá, na região da Pampulha da Capital.

Vestuário
O negócio também vai “de vento em popa” para a Sketch, marca mineira de roupas e acessórios masculinos, no mercado há 27 anos. A companhia espera abrir, este ano, pelo menos 40 unidades, quase o dobro das 22 inauguradas em 2015. A meta, segundo o diretor de Expansão da marca, Fábio Longo, é deixar o leve crescimento do ano passado para trás e fazer o faturamento crescer pelo menos 10% nesse ano.

“Estamos adequando o produto à necessidade do cliente. Muitas operações de moda masculina estão baixando as portas e a Sketch está ficando quase como fornecedor único em sua faixa de atuação. Enquanto todo mundo se escolta na alta, que foi o cenário de 2013, nós ‘comemos pelas beiradas’”, afirma.

Das 70 unidades da Sketch em operação, 31% foram abertas em 2015. Pelo menos outras 13 devem ser inauguradas em 2016.

Na outra ponta do segmento de vestuário, especializada em roupas infantis, a Alphabeto, com sede em São João Nepomuceno, na região da Zona da Mata, também ignora a crise. A marca planeja abrir ao menos seis unidades esse ano e fechar 2016 com 81 franqueadas em operação. “Com a chegada da crise, podemos observar uma diminuição nos custos de ocupação, assim temos tido melhor acesso e aceitação nas negociações de ponto comercial, aluguel e taxas administrativas. Isso viabiliza e traz segurança aos investidores.

Buscamos aumentar em 10% o faturamento médio em relação a 2015”, detalha o gerente de Expansão da rede, Flávio Medeiros.

Fonte: Diário do Comércio, repórter Patrícia Santos Dumont

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