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Inadimplência cresce para consumidores e empresas

Inadimplência cresce para consumidores e empresas
11:00 am ,24 de maio de 2016

Com a situação econômica ainda ruim, as empresas também seguem prejudicadas pela crise. Segundo o Indicador de Inadimplência de Pessoas Jurídicas do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o número de empresas devedoras aumentou 13,96% em abril nas quatro regiões pesquisadas – Centro-Oeste, Norte, Nordeste e Sul – em relação ao mesmo mês do ano passado. Os dados do Sudeste não foram considerados devido à Lei Estadual nº 15.659 que vigora no estado de São Paulo e dificulta a negativação de pessoas físicas e jurídicas no estado.

“Há mais de um ano o país enfrenta uma crise econômica que afetou o desempenho das empresas e comprometeu sua capacidade de quitar dívidas, mesmo num ambiente de crédito mais restrito”, afirma o presidente da CNDL, Honório Pinheiro. O avanço do número de empresas listadas nos cadastros de devedores de pessoas jurídicas acelera desde janeiro de 2015, mas em março deste ano, começou a mostrar moderação, embora a taxa de crescimento, tanto das dívidas como do número de empresas, ainda seja elevada.

Nordeste lidera crescimento no número de endividados
Entre as quatro regiões analisadas, o Nordeste foi a que apresentou a maior variação no número de empresas com o CNPJ registrado nas listas de negativados: um avanço anual de 15,58%. A região concentra um quinto do total de empresas negativadas.

No Centro Oeste, a inadimplência de pessoas jurídicas também registrou forte avanço, crescendo 14,61% na comparação entre abril e o mesmo mês do ano anterior. As regiões Norte e Sul apresentaram variações menores do número de devedores mas, ainda assim, os números são expressivos: 13,55% e 11,89%, respectivamente.

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o crescimento dessas taxas em apenas um ano demonstra o quanto o aprofundamento da recessão afetou as empresas. “Ao longo do ano passado, a economia brasileira deteriorou-se rapidamente e impactou a renda das famílias e o faturamento das empresas. A alta da inadimplência observada entre as empresas, e também pessoas físicas, é um duro reflexo desse cenário que limita o crédito e engessa o crescimento das pessoas jurídicas”, explica a economista.

Setor de Serviços engloba maior parte das dívidas pendentes
O setor credor de Serviços, que engloba os bancos e financeiras, lidera a participação no total de dívidas em atraso das empresas em todas as regiões pesquisadas, ou seja, para quem as empresas estão devendo. Nas quatro regiões analisadas, o setor concentra mais da metade das dívidas, sendo que no Sul a parcela corresponde a 71,99%. O segundo maior credor em todas as regiões analisadas é o setor de Comércio.

Considerando o total de dívidas em atraso pendentes das empresas, englobando os segmentos de serviços, indústria, comércio, agricultura e outros setores, o destaque também fica no Nordeste: um aumento de 19,25% na comparação entre abril de 2016 e o mesmo mês do ano anterior. Na região Centro-Oeste, o crescimento do número de dívidas de pessoas jurídicas também foi alto, de 17,05% e, com variação menor, aparecem o Norte (16,99%) e o Sul (15,32%).

Inadimplência cresce também entre consumidores
A inadimplência do consumidor obteve alta de 3,5% no acumulado em 12 meses até abril (acumulado entre maio de 2015 e abril de 2016 contra os 12 meses antecedentes) de acordo com dados nacionais da Boa Vista SCPC. No acumulado do ano a elevação foi de 4,3% quando comparado ao mesmo período em 2015. Na avaliação contra o mesmo mês do ano anterior houve queda de 0,1%, enquanto na série com ajuste sazonal a inadimplência recuou 0,2% na comparação com o mês anterior.

Regionalmente, em termos interanuais (abril de 2016 contra abril de 2015) o Norte apresentou a maior elevação, de 4,0%, seguido pelo Sudeste, onde o indicador subiu 1,0%. As demais regiões apresentaram quedas, sendo a mais acentuada na região Sul, de 5,5%, seguido pelo Nordeste e Centro Oeste, ambas com variações de -0,5%.

O aumento do desemprego e a queda dos rendimentos têm contribuído decisivamente para diminuição do orçamento das famílias, levando ao atraso nos pagamentos. Após três anos de estabilidade, a inadimplência dos consumidores esboça sinais de que sua taxa poderá se elevar até o fim de 2016.

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