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Intenção de consumo mantém recuperação

Intenção de consumo mantém recuperação
16:00 pm ,28 de fevereiro de 2017

O otimismo dos empresários para o ano de 2017 ganhou mais um reforço. A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) atingiu os 76 pontos em fevereiro, contra os 72,2 apurados em janeiro. Apesar de permanecer abaixo do nível de satisfação (100 pontos), a melhoria do índice, apurado pela Fecomércio MG com base em pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), aponta um crescimento da confiança dos belo-horizontinos no cenário econômico do país e uma pretensão às compras no futuro.

Conforme o estudo, todos os sete indicadores que compõem o ICF apresentaram elevação na passagem de janeiro para fevereiro. Destaque para a perspectiva profissional, que saltou de 90,8 para 95,4 pontos; renda atual (89,8 para 92,5); acesso ao crédito (63,2 para 70,8); e perspectiva de consumo, que subiu para 53,7, ou seja, 6,8 pontos acima dos 46,9 da última avaliação. “Os números são o reflexo da desaceleração da inflação – que tem projeção de ficar dentro da meta neste ano – em conjunto com a redução dos juros, que devem estimular o consumo”, pondera a analista de pesquisa da Fecomércio MG, Elisa Castro. A avaliação do emprego, única na casa da satisfação, variou de 100,4 para 100,9 pontos.

Segundo outro levantamento da Fecomércio MG, também compilado da CNC, mesmo com o aumento da intenção de consumo, o índice de endividamento em Belo Horizonte recuou pelo oitavo mês seguido. O indicador, que retrata o comprometimento da renda com financiamento de imóveis, carros, empréstimos, cartões de crédito e de lojas, cheques pré-datados, entre outros, chegou a 19,9%. Em janeiro, estava em 21,8%. Essa queda mostra que, apesar da melhora de indicadores econômicos, o momento ainda é de cautela, de acordo com Elisa. “As famílias estão restringindo o consumo, evitando adquirir compromissos financeiros para não comprometer a renda. Ainda estão com certo receio, especialmente em função dos índices de desemprego”, argumenta.

A inadimplência, que avalia o percentual da população que não terá condições de honrar as dívidas contraídas, registrou uma ligeira retração: de 2,2% em janeiro, para 2,1%, em fevereiro. É o menor percentual da série histórica iniciada em janeiro de 2015. No mesmo período do ano passado, ele estava em 10,1%.

As dívidas continuam concentradas no cartão de crédito. Em fevereiro, 86,3% dos entrevistados se comprometeram com essa modalidade, seguida por financiamento de casa (9,7%), cheque especial (8,6%), crédito pessoal (6,7%) e financiamento de carro (5,8%). Dos endividados, 35,7% não conseguiram honrar seus compromissos e estão com os pagamentos em atraso, em média, há 55 dias.

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