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Investidores estrangeiros estão mais satisfeitos que o mercado interno

Investidores estrangeiros estão mais satisfeitos que o mercado interno
11:00 am ,6 de setembro de 2017

Num país em que as dúvidas só aumentam a cada turbulência política que surge, o investimento estrangeiro na economia brasileira surpreende e registra números em curva crescente. Segundo a Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e Globalização (Sobeet), a fatia estrangeira na chamada Formação Bruta de Capital Fixo chegou a 18,6% ao fim do primeiro trimestre deste ano, o maior nível desde dezembro de 2002. Só nos primeiros dois meses do ano, US$ 16,8 bilhões entraram no país, recorde histórico para o primeiro bimestre do ano. Comparado ao mesmo período do ano passado, houve um incremento de 57% no ingresso de capital estrangeiro na economia brasileira.

Apesar da perspectiva interna ainda ser bastante pessimista, o investidor estrangeiro vê o Brasil com bons olhos por uma série de fatores. Para o vice-presidente da PIMCO na América Latina, Luiz Otávio Oliveira, quando fundos de investimento globais olham para o mercado brasileiro, eles comparam o Brasil com países emergentes como Rússia, Turquia, China, África do Sul e México.

“Quando se compara o retorno ajustado ao risco Brasil em relação a esses países, o Brasil ainda se destaca”, afirma Oliveira. Segundo ele, as altas taxas de juros brasileiras oferecem a chance de se investir em renda fixa, obtendo retornos reais e nominais acima da média do que se consegue em outros lugares.

“Se ampliarmos o olhar e analisarmos o contexto, o horizonte é favorável”, avalia Oliveira. E justifica: “o Brasil tem democracia sólida – apesar dos problemas políticos – e imprensa livre; tem reservas internacionais de 380 bilhões de dólares, com um Banco Central que faz uma gestão dessas reservas de forma muito bem feita e bem vista lá fora, o que dá uma certa garantia e tranquilidade.” Os altos índices de inadimplência e desemprego preocupam mas, segundo ele, não a ponto de afugentar o capital.

“Assim como nos EUA, boa parte do PIB brasileiro está concentrada no consumo. Quando há desemprego alto, as pessoas tendem a consumir menos, mas outros fatores acabam por compensar isso”, afirma. Há um ano, as previsões davam como certo que o PIB sofreria retração de 3,5%. Agora, já se fala em um ligeiro crescimento.

Oliveira alerta que a grande preocupação do investidor estrangeiro, hoje, em relação ao Brasil, é a reforma da previdência. “Se a reforma não for aprovada, o grau de endividamento do país deve subir a níveis elevados”, alerta. Outro ponto de atenção que, segundo Oliveira, às vezes deixa investidores descontentes, é a questão da estabilidade jurídica. “Muitas vezes, o governo realiza concessões de aeroportos, ferrovias.

O investidor estrangeiro resolve entrar e depois de 2 ou 3 anos muda o governo e alguém vai lá e revisa o que havia sido acordado. Investidor gosta de estabilidade”, explica Oliveira. Para ele, esse tipo de insegurança jurídica prejudica porque pode fazer o investidor recuar ou então demandar um retorno muito alto pra poder compensar essa instabilidade.

A PIMCO administra atualmente 1,6 trilhão de dólares e abriu recentemente um escritório de gestão de fundos de investimentos no Brasil. Luiz Otávio de Oliveira esteve em Curitiba a convite da Inva Capital Gestora de Investimentos, para falar com empresários locais.

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