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Loja que só entrega produto está em risco

Loja que só entrega produto está em risco
15:05 pm ,13 de março de 2017

Com a crise econômica do país, os pequenos negócios do comércio varejista vêm sentindo no bolso a queda nas vendas. Em 2016, o segmento registrou uma queda de 6,6% no faturamento em relação ao ano anterior, pior resultado em 16 anos (fonte: Serasa Experian). Neste cenário, ficar esperando o cliente ir até sua loja, apenas pelo fato de estar com as portas abertas, pode ser fatal para quem quer continuar no mercado.

Para um dos fundadores do Universo Varejo, Daniel Zanco, nos últimos anos a inovação tem influenciado muito o segmento varejista. A tecnologia vem sendo empregada, principalmente, na melhoria da produtividade, gestão e experiência de compra. “São soluções que vão desde a identificação por radiofrequência a aplicativos de controle de vendas, uso do BigData nos processos de precipitação, suprimento e gestão do ciclo de vida de produtos, e a interação digital para entreter o consumidor e ajudar a tornar a sua visita mais prazerosa e relevante”, explica Zanco.

Por outro lado, as empresas que negligenciarem a evolução da tecnologia, a existência de novos canais e as mudanças de comportamento do consumidor podem estar com os dias contatos. “Vão sobreviver nesse novo cenário, os negócios que transitarem por diferentes canais. O lojista que não perceber que o consumidor não depende mais de uma operação física para comprar e achar que o simples fato de distribuir uma mercadoria irá resolver seu negócio, pode sim morrer”, completa.

Hoje, o consumidor pode ser definido entre outras características por ter um perfil mais informado, consciente e engajado com causas sociais. “Ele sabe o que esperar de uma empresa e não vai ser facilmente ’enrolado’. As equipes precisam estar muito mais preparadas para lidar com um consumidor que muitas vezes conhece mais do que o próprio vendedor sobre o produto que está procurando”, afirma

Para o consultor, as lojas físicas podem se adequar às mudanças do mercado, sem correr o risco de perder o foco. Para isso, as dicas são: ser mais produtivo, fazer mais com menos, otimizar recursos e criar relevância para o consumidor. “Para alguns varejistas, a loja física é vista como um ‘peso’ que só gera custos, mas na verdade, precisa ser percebida como um grande ativo. Por isso, invista em uma loja bonita, funcional, informativa, dinâmica e que faça seu consumidor querer visitá-la. Lembre-se que loja que só entrega produto está em risco”, diz.

De olho nas tendências
Em janeiro deste ano, Daniel Zanco participou do maior evento do varejo do mundo: o NRF Big Show. Realizada em Nova Iorque, a feira ocorre anualmente e reúne os mais importantes executivos atuantes no mercado de varejo eletrônico e físico do mundo. Durante o evento, Zanco listou algumas das principais tendências apontadas pelos especialistas para 2017. Conheça algumas delas:

· Valorização da equipe: gente motivada, produtiva, engajada e que promova a marca, podem trazer valor para os negócios e só podem existir com um trabalho consistente e real de valorização dos talentos;

· Dados são recursos: em tempo de redes sociais, internet das coisas e multiplicidade de dados, empresas que conseguem criar soluções para consumidor, ajustar preços de acordo com as possibilidades de venda e aumentar a assertividade das ações de comunicação sairão na frente. O BigData tem se mostrado uma importante ferramenta para otimizar estoques e gerar mais receitas;

· Marcas com propósito: os consumidores valorizam empresas que não visam apenas o lucro, mas estão conscientes dos seus impactos no planeta e na sociedade;

· Customização: consumidores querem ter a sensação de que estão usando um produto único. Cada vez mais as marcas estão criando formas de permitirem que o consumidor possa interagir com o processo de desenvolvimento de produto;

· O cliente é o canal: os canais estão definitivamente integrados. Oferecer uma experiência única em diferentes canais pode ser uma obrigação. O desafio é transformar o cliente em um canal de vendas, fazendo com que ele esteja em contato com os produtos;

· Lojas relevantes: em tempo de e-commerce forte, o consumidor só irá em uma loja física se ele efetivamente quiser ir. A grande pergunta que varejistas precisam se fazer é: “Por que o consumidor irá à minha loja?”.

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