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Lula, a Lava-jato e a busca pela verdade

Lula, a Lava-jato e a busca pela verdade
16:00 pm ,4 de março de 2016

da Redação

O dia 04 de março acaba de entrar para a história da redemocratização do Brasil e mais uma vez com uma de suas figuras mais controversas. O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva se tornou, na manhã de hoje, alvo da 24ª etapa da Operação Lava-jato, que investiga um dos maiores escândalos de corrupção do país. A Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão e de condução coercitiva do ex-presidente (quando o depoente é obrigado a depor).

Divido ao meio desde as últimas eleições presidenciais, o Brasil assiste aos fatos com muita expectativa de ambos os lados. Os militantes esperam que o “show midiático” (segundo palavras do ex-presidente) seja apenas mais um tiro pela culatra na direção de Lula. A oposição espera que a ação desencadeie o “conhecimento da verdade” (segundo palavras do presidente do PSDB, Aécio Neves) que leva à prisão do principal pilar do Partido dos Trabalhadores.

Neste momento de ânimos aflorados, o melhor a se fazer é se basear na teoria do filósofo e psicanalista Carl Gustav Jung e escolher “o caminho do meio”. Ou seja: o país deve esperar que a Justiça não seja influenciada pelos apaixonados – tanto prós quanto contras – ignorando os extremos e conduzindo as operações da melhor forma possível. Afinal, o melhor para o país é se ver livre de corrupção – de qualquer tipo de corrupção.

A conduta da Polícia Federal, determinada pelo juiz Sérgio Moro, foi deflagrada no apartamento de Lula e ele foi conduzido para depoimento no aeroporto de Congonhas. Outros 33 mandatos de busca e apreensão e 11 de condução coercitiva foram cumpridos na manhã de hoje nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia. A 24ª fase da operação leva o nome de Aletheia, uma alusão ao termo grego que define uma “busca pela verdade”.

Dois ex-Ministros da Justiça se pronunciaram contra a condução coercitiva. Segundo informação do portal Terra, eles alegam que esse tipo de ação somente se justifica quando o acusado já foi convocado para prestar depoimento e se recusou a fazê-lo. José Gregori e Walter Maierovitch falam em “exagero” e “ilegalidade”.

De acordo com o Ministério Público Federal, Lula e seus familiares são investigados por supostamente terem sido favorecidos por empreiteiras investigadas na Lava-jato, com benefícios que podem chegar a 30 milhões de reais. Outras pessoas próximas do ex-presidente também são alvo desta fase da investigação, como Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula.

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