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Mulheres deixam homens para trás na criação de novos negócios

Mulheres deixam homens para trás na criação de novos negócios
14:00 pm ,21 de agosto de 2017

De acordo com o estudo da Global Entrepreneurship Monitor 2016, coordenado no Brasil pelo Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (SEBRAE) e pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBPQ), as brasileiras estão à frente dos homens na criação de novos negócios. Em 2016, a taxa de empreendedorismo entre os que têm um negócio com até três anos e meio de existência ficou entre 15,4% ente as mulheres e em 12,6% ente os homens.

A pesquisa revelou também que as mulheres empreendem por necessidade mais frequente do que os homens. No grupo feminino, 48% delas afirmaram ter buscado o empreendedorismo porque precisavam, como é o caso da artesã Maria Adna, que desde muito cedo levava jeito para trabalhos manuais. A mineira, de Teófilo Otoni, cresceu no sítio e na máquina da mãe aprendeu a costurar. Aprendeu também a fazer colares com uma semente conhecida como milagre.

Em 1989, aos 18 anos, mudou-se sozinha para a capital paulista. Em São Paulo, começou a trabalhar em farmácias e, para complementar a renda, passou a vender panos de prato e toalhas de banho bordadas. “Sempre gostei muito de artesanato, fui fazendo cursos, conhecendo e aprimorando técnicas, até me especializar na confecção de bolsas em tecido”, conta Maria.

Além de boa artesã, Maria Adna descobriu que tinha dom para ensinar e focou seus estudos em aprender o suficiente para se tornar professora. “Acabei sendo contratada por um ateliê, no qual dei aulas de bolsas em tecido e patchwork. Fui ficando conhecida, passei a ser convidada para participar de programas de TV e, há três anos, abri o meu próprio negócio, o Maria Adna Ateliê, em Moema, São Paulo, onde pude trabalhar com mais liberdade de criação e com mais horários para as aulas, que sigo dando”.

Nestes três anos oficiais de Maria Adna Ateliê, a artesã lançou três DVDs nos quais ensina a confeccionar bolsas em tecido, auxiliando diversas mulheres a conquistar independência financeira, sendo donas de seus próprios horários e podendo acompanhar de perto o crescimento e educação dos filhos. “Sou mãe de duas filhas, além disso, tenho contato com muitas mulheres que precisam trabalhar ou complementar a renda, como eu já precisei um dia, ao chegar a São Paulo. É um trabalho que faço com muita dedicação, não apenas porque gosto, mas porque sei do quanto pode mudar a vida destas mulheres”, declara.

Sempre em busca de novos aprendizados e antenada com a tecnologia, Maria Adna criou um canal no YouTube que conta, hoje, com mais de 270 vídeos, nos quais ensina técnicas de confecção de bolsas e bonecas em tecido, além de patchwork. O canal tem mais de 90 mil inscritos e surpreendentes dez milhões de visualizações.

Ao aprimorar as bolsas em tecido, com uso de ferragens e detalhes em outros materiais, decidiu partir para o couro natural e materiais sintéticos. Voltou aos estudos para aprender a trabalhar com estes novos materiais e desenvolveu nova coleção, marcada pelas cores vibrantes, a urbanidade e a praticidade. “Estou muito feliz com as bolsas criadas para esta coleção e quero botar para quebrar com ela”, finaliza Maria Adna.

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