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O estigma da recuperação judicial das empresas

O estigma da recuperação judicial das empresas
14:14 pm ,10 de outubro de 2019

Por Fabiano Ferreira Campos – Advogado/Contador

O tema de Recuperação Judicial Empresarial causa preocupação, em grande parte do público e por vezes comentários de cunho depreciativo em relação a sociedade recuperanda. Muitas vezes se cogita, “a empresa faliu”, “vai dar cano em todo mundo”, não forneça para empresa que está em recuperação judicial”, etc.

Tais situações ocorrem muito mais por desconhecimento da legislação que tem como finalidade “viabilizar a superação da crise econômico-financeira da sociedade recuperanda, buscando a manutenção da fonte produtora, do emprego dos trabalhadores e dos interesses dos credores, promovendo, assim a preservação da empresa, sua função social e o estimulo a atividade econômica (art. 47 da Lei 11.101/2005)”.

Assim, podemos perceber que a Lei de Recuperação de Empresas, é um importante instrumento para o empresário ou sociedade empresária que enfrenta um cenário econômico atual com muitas incertezas e reviravoltas na economia globalizada.

Muitos negócios que são rentáveis passam por turbulências que levam as sociedades empresariais a rever seus fluxos de pagamentos para viabilizar sua continuidade afetando, em grande parte, toda a cadeia produtiva provocando um efeito cascata de insolvência.

Diante de cenários assim a recuperação judicial é uma medida legal e necessária que se feita de forma profissional e responsável poderá reestruturar a sociedade de forma a recuperá-la atendendo os anseios dos seus sócios, credores e de toda a sociedade.

Não se deve criar um estigma de que toda sociedade que ingressa com pedido de recuperação judicial venha causar um maleficio para os interessados, diretos ou indiretos, muito embora exista empresas que utilizam deste meio legal não como tentativa de soerguer a sociedade e sim como meio de embaraçar o pagamento aos seus credores.

Estas geralmente atingem grande mortalidade na fase da recuperação judicial pois o fim é outro, diverso do que pretendeu o legislador com a edição da Lei de Recuperação Judicial.

Fora estas situações podemos afirmar que a Lei de Recuperação Judicial só veio a contribuir com o meio empresarial nestes tempos de crise que pode se valer deste importante instrumento para reestruturar os seus negócios.

Contando com o profissional especializado a empresa consegue elaborar um bom planejamento de reestruturação econômica e financeira podendo representar o seu sucesso e sua continuidade superando assim os momentos de crise e por fim beneficiando toda a comunidade.

FFCampos Assessoria Empresarial e Jurídica
Av. Oswaldo Cruz, 69 / 37026-020 Varginha
(35) 3068-6228

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