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Pesquisa detecta mudanças nos hábitos de consumo

Pesquisa detecta mudanças nos hábitos de consumo
17:00 pm ,12 de dezembro de 2016

Descobrir quais foram as mudanças no hábito e no comportamento de consumo do consumidor brasileiro devido à crise econômica impulsionou a realização de uma pesquisa pelo Opinion Box (www.opinionbox.com), empresa pioneira em soluções digitais para pesquisas de mercado e de opinião, em parceria com o Mundo do Marketing, portal de notícias com foco em eficiência estratégica.

Realizada com 1.424 internautas brasileiros de ambos os sexos, com idade acima dos 16 anos, provenientes de 475 cidades de todas as regiões do país e de todas as classes sociais, a pesquisa selecionou 10 hábitos que os brasileiros costumam realizar, desde assistir TV aberta ou fechada até comer em restaurantes e viajar. Para cada um desses hábitos, as pessoas foram questionadas se aquele comportamento existia e se tal costume deixou de existir. Aqueles que deixaram o hábito de lado, foram questionados sobre o motivo. Aqueles que não deixaram, no entanto, foram perguntados se passam a fazê-lo com menos ou mais frequência ou se o mantiveram da mesma forma.

“Com essas informações, foi possível calcular o impacto real da crise no comportamento das pessoas com relação ao hábito avaliado. Os resultados foram apresentados em um ranking, do menos impactado ao mais impactado. Além disso, a pesquisa também quis avaliar se as pessoas deixaram de realizar algumas ações específicas. Descobrimos que 72% pararam de viajar, 70% adiaram algum plano, como casar, ter filhos ou realizar um curso e 83% diminuíram os gastos com compras de roupas e acessórios. Além disso, 67% das pessoas diminuíram a compra em supermercados”, conta Felipe Schepers, COO do Opinion Box.

Na sequência, as pessoas foram questionadas sobre hábitos comuns nos últimos 12 meses que deixaram de ser realizados ou cuja intensidade foi diminuída. Neste caso, 94% dos entrevistados mencionaram que assistiam TV (aberta ou fechada) em casa há 12 meses e agora 90% mantêm o hábito. Entre os que modificaram o hábito, ou seja, deixaram de ver TV em casa, 40% justificaram o corte por conta da crise; 22% disseram que foi porque perderam o emprego; 25% acham que não têm tempo e 13% por outros motivos. Já entre os que preservaram o hábito, 20% mencionaram ter passado a gastar menos; 70% mantiveram o gasto e 10% o aumentaram. Isso significa que o impacto real da crise nesse hábito foi de 22,7%, o que colocou o hábito “ver TV em casa” na 10ª colocação entre os mais afetados.

O hábito analisado na sequência foi “levar comida de casa”. Há 12 meses, 51% dos entrevistados costumavam levar comida de casa para o trabalho, por exemplo, enquanto atualmente 48% o fazem. Entre os que deixaram o hábito, as alegações foram: 30% perderam o emprego; 24% disseram que foi por causa da crise; 16% não têm tempo e 30% alegaram outros motivos. Entre os que mantiveram o hábito de levar comida, 62% mantiveram o gasto; 29% passaram a gastar menos e 9% disseram que passaram a gastar mais. É interessante notar que 40% dos respondentes não levavam almoço nem antes e nem agora; 12% levavam apenas antes; 39% levavam almoço antes e continuam fazendo isso atualmente e 9% adotaram o hábito apenas agora. O impacto real da crise sobre o hábito “levar comida de casa” foi de 34,9%, deixando-o na 9ª posição como mais afetado pela crise. Curiosidade: pessoas com idades entre 50 e 59 anos (42%) foram as mais afetadas.

Depois, a pesquisa abordou o hábito “fazer cursos”, o que envolve cursos extras, pós-graduação, etc. Há 12 meses, 48% estavam fazendo algum curso e hoje apenas 40% o fazem. Entre os motivadores para deixar o hábito: 43% mencionaram a crise; 11% justificaram com a perda do emprego; 24% pois não têm tempo e 22% por outros motivos. Já entre os que mantiveram o hábito: 34% disseram que passaram a gastar menos; 51% mencionaram que mantiveram o gasto e 15% afirmaram que passaram a gastar mais. Ao mapear o hábito, o Opinion Box descobriu que 46% não tinham o hábito antes e nem agora; 34% tinham o hábito antes e continuam tendo; 14% tinham o hábito apenas antes e 6% o adotaram somente agora. Em resumo, isso significa que o impacto real da crise sobre o hábito “fazer cursos” foi de 39,8%, o que o coloca na 8ª posição entre os mais afetados. Novamente, as pessoas com idades entre 50 e 59 anos (57%) foram as mais afetadas.

O hábito analisado a seguir foi “fazer academia ou atividades físicas pagas”. Há 12 meses, 45% dos entrevistados tinham o hábito. Atualmente, 35%. Entre os que abandonaram a prática: 42% alegam que foi a crise; 18% pela perda do emprego; 26% não têm tempo e 14% por outros motivos. Entre os que o mantiveram o costume: 41% passaram a gastar menos; 42% mantiveram o gasto e 17% passaram a gastar mais. Analisando os dados, o Opinion Box levantou que 49% das pessoas não tinham o hábito nem antes e nem agora; 16% tinham apenas antes; 29% tinham antes e seguem com ele agora e 6% adotaram o hábito apenas agora. Isso significa que esse é o 7º hábito mais afetado, com impacto real de 47,8%.

O hábito de “dar presentes” foi o analisado na sequência. Há 12 meses, 82% dos entrevistados davam presentes aos outros. Agora, são 70% das pessoas. Entre os que deixaram de presentear: 69% atribuem o fato à crise; 15% perderam o emprego; 2% mencionaram a falta de tempo e 14% outros motivos. Aqueles que mantiveram o hábito: 45% passaram a gastar menos; 43% mantiveram o gasto e 12% passaram a gastar mais. Pelo levantamento, o Opinion Box identificou que 14% não davam presentes antes e continuam não dando; 16% davam presentes antes; 4% passaram a dar presentes agora e 66% já tinham o hábito e o mantém. O impacto real da crise foi de 52,6%, sendo o 6º segmento mais afetado.

Outro hábito avaliado foi o de “realizar procedimentos estéticos”, o que envolve a limpeza de pele, massagem, etc. Há 12 meses, 30% tinham o hábito e hoje são 27%. Entre os que deixaram o hábito: 56% atribuem à crise; 13% porque perderam o emprego; 10% dizem que falta tempo e 21% alegam outros motivos. Já entre os que mantiveram o costume: 46% dizem ter passado a gastar menos; 38% mantiveram o gasto e 16% estão gastando mais. No mapa, 63% não faziam nem antes e nem agora; 10% faziam apenas antes; 7% só fazem agora e 20% tanto antes quanto agora. Isso significa que esse segmento é o 5º mais afetado, com impacto real da crise de 53,7%. É interessante registrar que entre os mais impactados estão: pessoas na faixa etária entre 50 e 59 anos (78%); pessoas da região Norte do país (70%); pessoas das classes AB (65%); pessoas entre 40 e 49 anos (60%) e moradores do Sudeste (59%).

O 4º hábito mais afetado foi “ir ao cinema ou ao teatro”. Há 12 meses, 67% dos brasileiros tinham o hábito. Hoje são 54%. Para os que deixaram de ir ao cinema ou ao teatro, o abandono do hábito foi motivado: 47% pela crise; 22% pela perda do emprego; 18% por falta de tempo; 13% por outros motivos. Já entre os que mantiveram o hábito: 49% estão gastando menos; 38% mantiveram o gasto e 13% passaram a gastar mais. O retrato do hábito no Brasil mostra que 29% não o tinham nem antes e nem agora; 17% tinham antes; 4% têm apenas agora e 50% tinham antes e também agora. O impacto real da crise foi de 54,1%, atingindo principalmente pessoas de 50 a 59 anos (72%), de 40 a 49 anos (65%) e moradores da região Norte (60%).

Top 3
No 3º lugar como hábito mais afetado pela crise figura “ir a bares ou boates”. Há 12 meses, 51% dos brasileiros tinham esse hábito. Hoje, são 41%. Aqueles que abandonaram o hábito afirmam que foram motivados: 47% pela crise; 14% pela perda do emprego; 14% por falta de tempo e 25% por outros motivos. Entre os que mantiveram o hábito: 53% passaram a gastar menos; 32% mantiveram o gasto e 15% estão gastando mais. Ao avaliar o hábito no Brasil, o Opinion Box constatou que 45% não iam a bares e boates nem antes e nem agora; 14% iam apenas antes; 4% vão apenas agora e 37% iam antes e continuam indo agora. O impacto real da crise foi de 55,2%, atingindo principalmente pessoas de 50 a 59 anos (67%); moradores da região Norte (64%); pessoas das classes AB (61%) e pessoas de 40 a 49 anos (61%).

A 2ª colocação no ranking dos hábitos mais afetado pela crise figura “ir ao salão de beleza”. Há 12 meses, 59% dos brasileiros tinham esse hábito. Hoje, são 48%. Os entrevistados que mencionaram ter abandonaram o hábito afirmam que foram motivados: 59% pela crise; 15% pela perda do emprego; 11% por falta de tempo e 15% por outros motivos. Entre aqueles que mantiveram o hábito: 49% passaram a gastar menos; 38% mantiveram o gasto e 13% estão gastando mais. O Opinion Box também mapeou esse hábito e concluiu que 36% não iam a salões de beleza nem antes e nem agora; 16% iam apenas antes; 5% vão apenas agora e 43% iam antes e continuam indo agora. O impacto real da crise foi de 55,8%, atingindo principalmente pessoas de 40 a 49 anos (64%). Na região Sul do país, esse foi o principal segmento afetado, assim como para as pessoas na faixa dos 60 anos ou mais.

No 1º lugar, ocupando o topo do ranking dos hábitos mais afetado pela crise, figura “sair para jantar fora em restaurantes”. Há 12 meses, 70% dos brasileiros tinham esse hábito. Hoje, são 55%. Aqueles que mencionaram ter abandonaram o hábito afirmam que foram motivados: 58% pela crise; 20% pela perda do emprego; 11% por falta de tempo e 11% por outros motivos. Entre os que mantiveram o hábito: 58% passaram a gastar menos; 25% mantiveram o gasto e 17% estão gastando mais. O mapeamento desse hábito mostra que 26% não saiam para jantar fora em restaurantes nem antes e nem agora; 19% iam apenas antes; 4% vão apenas agora e 51% iam antes e continuam indo agora. O impacto real da crise foi de 63,4%, atingindo principalmente pessoas de 50 a 59 anos (89%) e moradores da região Centro-Oeste (70%).

Conclusão
“Vale a reflexão sobre o quanto esses hábitos afetaram também a nossa vida. O que eu fazia antes e não faço mais? Ou o que eu fazia com muita frequência e agora faço menos? Em que eu venho investindo meu dinheiro?”, avalia Felipe Schepers. Por outro lado, o executivo também coloca em questão o que deve ser observado pelos empreendedores e pelos executivos das empresas que acabam impactadas pela mudança do comportamento de consumo das pessoas. “É importante notar que como as pessoas diminuíram, por exemplo, o número de vezes que saem para jantar fora, quando isso acontece elas acabam optando por ir a locais em que a experiência vai ser boa. Ou seja, não importa apenas a qualidade do prato servido, mas o atendimento, o serviço, o ambiente, entre outros fatores. É um momento importante para rever processos e promover melhorias”, define o executivo.

Vale ressaltar que para chegar à informação de “Impacto Real da Crise” sobre cada um dos hábitos, Felipe Schepers, COO do Opinion Box, explica que foi feito um cálculo somando o percentual daqueles que abandonaram o hábito pela crise ou perda de emprego ao número de todos os que mantiveram o hábito, mas diminuíram os gastos, para entender, de fato, como a crise afeta os brasileiros. “Isso, porque apenas a diferença entre os que tinham determinado hábito há 12 meses e os que o tem hoje não revela apenas a faixa que parou determinado consumo impulsionado pela crise, mas por outros motivos também”, explica.

A margem de erro da pesquisa é de 2,6 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.

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