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Porque fazer uma avaliação de risco cirúrgico

Porque fazer uma avaliação de risco cirúrgico
15:00 pm ,27 de maio de 2016

*por Dr. Cassius Frederico Martins Pereira

A avaliação de risco cirúrgico é feita por médico cardiologista e tem como objetivo avaliar e quantificar o risco que o paciente terá durante um ato operatório. A medicina perioperatória (de acompanhamento do paciente desde a indicação da cirurgia até a alta hospitalar) tem como cenário mais de 240 milhões de intervenções cirúrgicas por ano em todo o mundo.

Publicação recente pela Organização Mundial da Saúde de uma sequência obrigatória de controles (check-list), antes de iniciar a operação, mostrou-se efetiva em reduzir a taxa de complicações.

Deve-se informar o paciente e a equipe sobre os possíveis riscos relacionados à intervenção. Com esses dados, sua experiência pessoal e conhecendo o outro lado da história, a doença de base, seus riscos e o risco atribuível à operação em si, o médico poderá decidir em conjunto com o paciente e sua família se a relação risco/benefício é favorável à intervenção cirúrgica.

É importante fornecer detalhes sobre a urgência, o risco e local do procedimento, da disponibilidade de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), de suporte técnico de pessoal e de equipamentos, do tipo de anestesia e do tempo cirúrgico. É importante, também, esclarecer dúvidas do paciente e de seus familiares com relação ao procedimento e seus riscos, ciência e acordo quanto ao risco e aos benefícios dos procedimentos.

Na avaliação pré-operatória de pacientes em programação de procedimentos cirúrgicos, a solicitação de exames laboratoriais, eletrocardiograma (ECG) e radiografia (RX) de tórax, dentre outros necessários, é uma prática clínica comum e rotineira. Essa conduta é adotada desde a década de 1960 e era recomendada para todos pacientes cirúrgicos, independentemente da idade, do tipo de procedimento e do porte cirúrgico, mesmo em indivíduos assintomáticos saudáveis.

Nestes exames são identificadas as variáveis de risco associadas a complicações cardíacas, tais como dados da história, do exame físico e de testes diagnósticos. Os fatores de risco associados de forma independente a eventos cardíacos no durante a cirurgia podem variar.

Portanto, se a intervenção cirúrgica for realmente necessária, temos que fazer todo o necessário para que o sucesso terapêutico seja o maior possível e os riscos inerentes ao procedimento minimizados.

*Dr. Cassius Frederico Martins Pereira, médico cardiologista.
CRM MG 41495

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