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Produção de equipamentos médicos atinge R$4,8bi

10:36 am ,15 de maio de 2013

Apesar do desempenho da indústria brasileira em 2012 ter sido o pior entre as 25 nações emergentes e importantes economias da América Latina, segundo um levantamento da ABIMO – Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, a indústria de equipamentos médicos vem se saindo bem, mesmo com algumas dificuldades competitivas.

Os resultados do estudo mostram que a produção setorial atingiu R$4,8 bilhões em 2012. Esse valor divide-se em R$2,23 bilhões para os equipamentos médicos, R$97 milhões para implantes, R$83 milhões para materiais de consumo e R$76 milhões para materiais odontológicos. A curva é ascendente, principalmente na área de equipamentos médicos, que em 2007 era de R$ 1,07 bilhão.

Descontada a variação dos preços, o crescimento real da produção entre 2005 e 2012 foi de 3,9% ao ano, em média. O crescimento estimado para o setor foi de 10,6% em 2012.

PIB setorial
Em 2012, a geração de valor no setor (PIB setorial) atingiu R$ 2,4 bilhões, alcançando um crescimento real em torno de 7%, entre 2007 e 2009, descontada a variação dos preços.  O número médio do país é 3,5%, ou seja, é um setor que cresce o dobro do PIB nacional.

Para Robson Gonçalves, economista da FGV, os números consolidados são muito satisfatórios e mostram um setor de muita valia para a indústria brasileira. As maiores contribuições vem dos dois grandes segmentos, que são a área de instrumentos para uso médico e odontológico e artigos óticos, que alcançaram R$ 2,1 bilhões e  aparelhos eletromédicos, eletroterapêuticos e de irradiação, com R$300 milhões.

Produtividade
O estudo da FGV também detalhou outro dado importante: o da produtividade no setor, ou seja, o valor agregado por trabalhador, entre os anos de 2007 e 2012. Os ganhos de produtividade têm sido essenciais para sustentar o crescimento do setor e fazer frente à ameaça das importações.

Descontada a variação dos preços, a produtividade setorial cresceu 5% ao ano em média no período, enquanto que o mesmo indicador para a indústria de transformação caiu 4% na mesma base de comparação. “Esse é outro dado importante, pois muitos setores da economia vêm apresentando números estagnados de produtividade”, explica Gonçalves.

Investimento
O investimento total do setor em 2012 atingiu R$ 307 milhões de reais, o equivalente a 13% do PIB setorial. Em 2007, esse indicador era 9,9%.  Gonçalves explica que esse é o chamado  taxa de investimento setorial, ou seja, quanto o setor investe em relação ao valor que gera. “Esse dado mostra que o setor vem acelerando o investimento”, explica o representante da FGV. “Isso mostra uma crença do industrial no seu próprio setor”.

Para Márcio Bósio, diretor institucional da ABIMO, esse número é explicado pelo alto investimento que as multinacionais vêm fazendo para montar suas plantas no Brasil, como por exemplo, a GE. “Dos nossos associados, empresas como a Baumer, Nova DFL, a WEM e a Lifemed de fato, vem investindo em construção de novas plantas e modernizando seu parque fabril”.

Emprego
O emprego na indústria brasileira não registrou variação em janeiro de 2013 em relação ao mês anterior, que havia mostrado queda de 0,3%, segundo a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (Pimes) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada em março. Já em relação a janeiro de 2012, o emprego industrial caiu 1,1%. Esse é o 16º resultado negativo seguido nesse tipo de comparação que a indústria brasileira vem sofrendo. Nos últimos 12 meses, o indicador mostrou recuo de 1,4%.

Apesar de não ser um setor de altos níveis de empregabilidade, até mesmo pela necessidade de qualificação altamente especializada, a empregabilidade no setor de equipamentos vem crescendo em média, 4% ao ano entre 2007 e 2012, atingindo a marca de 54 mil pessoas, enquanto a indústria de transformação empregou aproximadamente 7,7 milhões.

Comércio exterior
O crescimento das importações entre 2007 e 2012, divide-se em 18,4% para os materiais de consumo; 18,4% para equipamentos médicos; 17,6% em odontologia. Implantes, Laboratório e Radiologia alcançaram, respectivamente, 16%; 12,9% e 5,7%. A média de crescimento do setor no período é de 14% ao ano.

Mesmo com os números deficitários da balança comercial, os esforços da indústria, que procura manter-se competitiva, devem ser destacados. A despeito da valorização cambial, as exportações cresceram 6% ao ano em média no período de 2007 a 2012, chegando a US$ 775 milhões no ano passado.

O setor de laboratório é o campeão no crescimento das vendas externas, na faixa dos 18,8%, seguido por Implantes (9,4%), Odontologia (5,4%), Materiais de consumo (4,5%), Equipamentos médicos (2,6%) e Radiologia (0,3%).

Para Paula Portugal, gerente de exportação da ABIMO,  os dados mostram que apesar das dificuldades, as pequenas e médias empresas exportadoras não medem esforços para se manter no mercado internacional exportando. “Isso é resultado do nosso trabalho junto a Apex-Brasil, através do Projeto Brazilian Health Devices”, comemora.

A Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (ABIMO) é a entidade representante da indústria brasileira de produtos para a saúde que busca representar e promover o crescimento sustentável do setor no mercado nacional e internacional.

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