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Saber delegar é atividade fundamental do bom líder

Saber delegar é atividade fundamental do bom líder
17:00 pm ,20 de julho de 2017

Qualquer sociedade para se regular depende de organização. É claro que, para chegarmos ao modelo atual, na qual os cidadãos assinam um contrato virtual com o Estado a fim de que este nos garanta segurança e proteções contra o arbítrio de terceiros, leva tempo. E é assim que, exatamente, ocorre em qualquer empresa. Ninguém consegue crescer e se desenvolver sozinho. Já dizia Aristóteles: “o homem é um animal político” e, como tal, depende da convivência com as demais pessoas para sobreviver e alcançar a felicidade.

Trazendo este prisma para o mundo empreendedor, essa é justamente uma das grandes dificuldades das companhias: dar autonomia sem perder a soberania. Delegar, portanto, é uma arte, difícil, mas necessária, que requer técnica, processo e talento para levar a empresa ao caminho do crescimento.

Muitos chefes, erroneamente, têm por hábito solicitar a tarefa e induzir o funcionário na prática da atividade sem conceder-lhe autonomia para realizá-la. Nesse caso, infelizmente, delegar é uma ilusão em que todos perdem: o líder, o liderado e a empresa, uma vez que autonomia não significa só ensinar, mas mostrar ao outro, claramente, a competência que se espera dele para dar sequência àquele projeto ou atividade e, sobretudo, confiar que o outro fará corretamente.

Apesar de parecer muito clara a delimitação entre autonomia e soberania na relação chefe-funcionário, é muito fácil que elas se percam, principalmente com chefes centralizadores e funcionários pouco pró-ativos. Em geral, empregado pouco ativo é sintoma de falta de motivação e, por vezes, de um chefe muito centralizador, pois o primeiro, nestes casos, não sente que tem liberdade e opinião de fazer ou acontecer. E isso é uma fotografia que a empresa está no caminho ruim: num círculo vicioso, e não virtuoso.

Entre as competências do bom líder, empoderar é uma das principais: chamar a responsabilidade para si, conhecer-se e avaliar o que é capaz de realizar e o que pode e deve ser repassado, escolhendo, entre as habilidades e perfis de funcionários, aquele que executará a ação plenamente. Deste modo, a real soberania é reconhecer seus pontos fortes e fracos, capacitar e delegar responsabilidade, criando confiança no time e dando autonomia para que os profissionais possam tomar decisões e caminhos que acham pertinentes para alcançar o objetivo que a empresa pontuou no treinamento. Lembrando que acompanhar é diferente de fazer pelo outro. As métricas e pontos de medição são maneiras de seguir a evolução do job e do funcionário durante a execução. Nesse caminho (positivo), a confiança no funcionário cresce e vice-versa, ganhando a empresa em produtividade e eficiência, além de sobrar mais tempo para o líder focar em estratégias macros.

Neste âmbito, é importante destacar que o resultado de uma empresa é de responsabilidade do time como um todo; mas a evolução do funcionário é reflexo da liderança, que enxerga seus erros e acertos (capacitação, treino, acompanhamento, metragem), sendo um guia para o caminho do sucesso profissional de sua equipe. É um pacote: escolher corretamente o profissional, capacitar, delegar e confiar, acompanhando a execução e avaliando o resultado. Não basta, contudo, conhecer essa virtuosidade, deve-se tentar também possuí-la e colocá-la em prática, diria o supramencionado filósofo grego.

*Angelina Stockler – graduada em administração de empresas e biologia, com especialização em administração rural em UC Davis-Califórnia e Governança Corporativa pela FCD, além de MBA em Gestão de Franquias pela FIA/USP. Tem 20 anos de experiência nas áreas de marketing estratégico, diretoria comercial e negócios, com vivências e viagens internacionais em feiras e exposições. É mentora da Endeavor e da InovAtiva Brasil, membro do comitê Mulheres do Franchising da ABF e professora do Projeto Franquias Brasil da ABF/SEBRAE. Atuou em importantes empresas de varejo, como: Marcia Pinheiro, Lygia & Nanny, Le Lis Blanc, Collection Jóias, Academias Runner, Andrea Saletto, Victor Hugo e Spezzato. Possui amplo conhecimento do mercado de “Alto Luxo”, inclusive em negociações com marcas, como: Chopard, Chaumet, E Pequignet, De Grisogono e Stefan Hafner. Na ba}STOCKLER, atua como sócia-diretora ficando à frente do atendimento aos clientes, marketing estratégico e de relacionamento, treinamento e gestão de equipes e estratégias comerciais.

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