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Saúde aliada ao bem estar

Saúde aliada ao bem estar
18:00 pm ,4 de abril de 2016

por Dr. Humberto Gurgel

“Quem quer viver mais se não gosta da vida que tem?”

Um estudo feito nas principais capitais da América Latina mostra que entre os indivíduos com 60 anos ou mais, 13,2% vivem sós, sendo que este valor aumenta com a idade e no sexo feminino. Foi também encontrado 6,9% de deterioração cognitiva e 18,1% de depressão. Quanto à auto avaliação de saúde, mostrou que 53,8% dos entrevistados consideram sua saúde regular ou má e dentre as doenças mais frequentes estavam hipertensão arterial (53,3%), artrite, artrose, reumatismo (31,7%) e diabetes (17,9%). Conclui-se que as condições de saúde são preocupantes.

Considera-se também que modalidades terapêuticas atuais muitas vezes resultam no prolongamento da vida do doente, mas frequentemente levam a piora da sua qualidade de vida. No último século (particularmente na segunda metade), tem-se assistido a uma transformação sem precedentes no padrão de vida das sociedades humanas. A mecanização, avanços tecnológicos, a informatização tem conduzido à diminuição progressiva da atividade física. Isso tem acontecido paralelamente a mudanças significativas nos padrões alimentares (para pior) e, acima de tudo, temperado pelo stress que tomou proporções inéditas e desastrosas neste século.

A vida nestes ambientes urbanos tem consequências que nos fazem refletir: apesar de estarmos vivendo mais, questiona-se a qualidade destes anos adicionais. Vive-se atualmente, a chamada era do estilo de vida, uma vez que as principais doenças e causas de morte nesta virada de milênio então prioritariamente associadas à maneira como vivemos. Quando se fala em mudanças comportamentais para um estilo de vida mais saudável, as pessoas geralmente pensam em optar entre coisas interessantes e agradáveis (mas que fariam mal à saúde) e outras mais saudáveis, mas desinteressantes, cansativas (como exercícios físicos) ou sem sabor (como certos alimentos).

Não é essa a concepção recente de um estilo de vida saudável! Mais do que mudanças extremas, o que se procura é “aparar arestas“ ou “preencher lacunas” no perfil comportamental das pessoas, de modo a tornar suas vidas mais enriquecidas e ativas, mas não exaustivas e com alto risco. A proposta é mudar comportamentos para aproveitar mais a vida, não para evitar a morte.

Afinal, “quem quer viver mais se não gosta da vida que tem?“

Dr. Humberto Gurgel é médico cardiologista formado no exterior e com mais de 25 anos de atendimento em Belo Horizonte. Natural de Três Pontas, ele é diretor clínico da Santé, clínica de cardiologia localizada em sua cidade natal.

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