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SIC 2016: Astros em torno do rei café

SIC 2016: Astros em torno do rei café
18:00 pm ,26 de setembro de 2016

A quarta Semana Internacional do Café (SIC) 2016, realizada no Expominas, em Belo Horizonte, no período de 21 a 23 de setembro foi aberta já com uma boa notícia. De acordo com o levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) relativo à safra 2016/2017, o Brasil deverá colher 49,6 milhões de sacas, sendo 29 milhões de sacas (ou 59% do total nacional) em Minas Gerais. “É um resultado fantástico, que mostra a pujança e a força do nosso agronegócio”, comemorou o presidente da Faemg, Roberto Simões. A Faemg é uma das promotoras da SIC, ao lado do Sebrae, Governo de Minas/Seapa e Café Editora.

Desde a primeira edição, em 2103, a SIC, o maior encontro da cadeia produtiva do café no país, ocorre na capital de Minas Gerais, o maior produtor brasileiro do grão. Para o superintendente do Sebrae Minas, Afonso Rocha, uma das missões do evento é mostrar ao mundo as boas práticas das lavouras cafeeiras de Minas e do Brasil. “Nestes três dias, líderes do setor compartilharão seus trabalhos e realidades para, juntos, traçarem caminhos para um futuro melhor. As discussões irão inspirar produtores, empresários, consumidores a irem além, a mostrar para o mundo a origem, sustentabilidade, identidade, diversidade, seriedade e respeito ao produto que nos faz conhecidos e reconhecidos em todo mundo”, disse, na abertura.

A programação da SIC englobou eventos simultâneos – encontros, seminários, cursos, concursos, sessões de cupping (prova de cafés) e o 11º Espaço Café Brasil, a maior feira do setor –, direcionados a representantes de toda a cadeia produtiva do grão, de várias partes do país e do exterior. A SIC envolve cafeicultores, torrefadores, classificadores, exportadores, compradores, fornecedores, empresários, baristas, proprietários de cafeterias e apreciadores. As estimativas preveem R$27 milhões em negócios e 14 mil visitantes.

O queijo e a cachaça
Os números acima são tão significativos que, naturalmente, acabam atraindo empresas e empreendedores de segmentos afins para a SIC. Assim, o rei café está sempre cercado por súditos de outras áreas, também importantes para a economia do país, sobretudo do agronegócio. Para falar ainda de café, vale salientar que, além das maiores regiões produtoras do país – Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Paraná –, a SIC teve representantes de lugares tão díspares como da cidade de Piatã, na Chapada Diamantina/BA, e de Rondônia.

No estande do Origem Minas (projeto Sebrae/Faemg com foco no agronegócio mineiro) estiveram, lado a lado, produtores do Queijo Canastra e da legítima “caninha” mineira, representada pela marca Prosa Mineira, de Santa Rita de Caldas, cidade do Sul de Minas. A iguaria mineira da Região do Queijo Canastra (marca criada em 2014, sob a chancela do Sebrae Minas) é produzida por cerca de 800 pequenos queijeiros espalhados por sete municípios de uma das mais belas paisagens das alterosas, a imponente Serra da Canastra, no Centro-Oeste do Estado, berço do mitológico Rio São Francisco. A produção total, inteiramente artesanal, chega a 16 mil quilos por dia. A altitude e o clima são determinantes para definir as características do produto. O queijo Canastra, um dos mais legítimos representantes da gastronomia mineira, é tombado como Patrimônio Cultural e Imaterial Brasileiro e certificado pelo INPI com o selo Indicação Geográfica (IG) na modalidade Indicação de Procedência (IP), que garante sua origem.

A Prosa Mineira, na definição do seu representante, Anderson Nadur, “é uma cachaça de classe, que não temos pressa para fabricar”. De fato, qualidade parece ser a maior preocupação da empresa, que produz 120 mil litros mensais da aguardente, comercializada principalmente nos estados do Sul e Sudeste, mas já com boa penetração no Nordeste e Norte do país. As provas de que os produtores se preocupam com a qualidade da sua Prosa Mineira, podia ser vista no seu balcão na SIC. Lá estavam, à disposição da degustação pública, cinco exemplares: a Tradicional, que é amadurecida durante um ano em tonel inox, a Clássica (dois anos, em tonel de jequitibá), a Tiúba (blend de jequitibá, carvalho e amburana), a Ouro (dois anos em amburana) e a Carvalho (quatro anos armazenada antes de ganhar o mercado).

Delícias de frutas vermelhas

No estande próximo, o da Faemg/Senar, o casal Rosana e Luiz Antônio do Lago exibiam suas guloseimas feitas com frutas vermelhas, cultivadas na propriedade da família, o Sítio Juranda, na também sul-mineira Campestre. Eram sucos e geleias de framboesa, amora e mirtilo. Havia também frutas congeladas. O casal planta e colhe as frutas, fabrica os produtos e os põe à venda. “É tudo do pé (a planta) à boca (do cliente) por nossa conta. E sem conservantes e nenhum outro produto químico”, garante Luiz. E não são quaisquer frutas.

A amora é de origem norte-americana e eles colhem 25 toneladas por ano, a framboesa veio da França (12 toneladas anuais) e o mirtilo, cuja produção está ainda no começo, é canadense (200 quilos). O casal, que tem ajuda da filha e do genro, foi muito bem preparado para fabricar suas delícias. Os dois são egressos dos cursos de Formação Social do Senar e de algumas capacitações do Sebrae, como o curso Boas Práticas de Fabricação. E, claro, também estão no Origem Minas.

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