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Técnicas ajudam quem tem dificuldade em aprender

Técnicas ajudam quem tem dificuldade em aprender
14:00 pm ,16 de outubro de 2018

Aprender nem sempre é uma tarefa fácil. Os últimos dados do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (SAEB) divulgados recentemente pelo MEC, apontaram que quatro em cada dez alunos do Ensino Médio apresentam índice insuficiente de aprendizado em português e matemática. Apesar das questões mais profundas que envolvem a educação no Brasil, como a falta de investimento e políticas de incentivo, a dificuldade que muitos alunos têm em absorver o conteúdo também impacta no processo de aprendizagem. Além disso, a forma como os conteúdos são estudados também pode interferir na maneira como eles são absorvidos, mas algumas simples iniciativas podem ajudar quem deseja aprender mais.

Um estudo divulgado pela revista científica Psychological Science in the Public Interest apontou que algumas técnicas muito utilizadas pelos brasileiros durante os estudos, como utilizar marca texto para grifar palavras, frases, resumir conteúdos, utilizar imagens para fixação e reler várias vezes o mesmo texto, são consideradas menos eficazes no processo de aprendizagem. O psicólogo, especialista em Medicina Comportamental pela UNIFESP, e hipnoterapeuta, Valdecy Carneiro, explica que cada pessoa possui uma forma diferente de absorver a informação, por essa razão a psicologia classifica outras abordagens que trazem resultados significativos, utilizando técnicas de desbloqueio de aprendizagem que serão adequadas a quem estuda, podendo tornar mais leve, divertido e agradável o aprendizado.

O psicólogo explica que algumas técnicas simples, aplicadas no dia a dia ajudam a melhorar a concentração, entre elas a Mindfulness, voltada para a atenção plena, que consiste em ter foco nas ações do presente. Um dos métodos de memorização que pode ser utilizado com eficácia está ligado à emoção. “A nossa memória é basicamente emocional, pois é assim que conseguimos lembrar dos principais acontecimentos da nossa vida, como o primeiro beijo, o primeiro namoro, mas se alguém nos perguntar quem foi a terceira namorada, por exemplo, fica mais difícil lembrar, pois a sobrecarga e descarga emocional de hormônios daquele primeiro momento ficou fixado, causando um impacto emocional maior”, comenta Carneiro. A dica do especialista é associar emoções ao estudo, atribuindo um significado emocional ao aprendizado.

No caso das crianças, os pais têm um papel fundamental no aprendizado, segundo Carneiro a maneira como eles demonstram que estão atentos e interessados aos processos de aprendizagem dos filhos pode contribuir para um melhor resultado no desempenho escolar. Além disso, é importante que os adultos observem se existem desvios excessivos de atenção durante os estudos, procurando ensinar aos filhos qual é a melhor maneira de aprender e, no caso de não saberem orientar, buscar ajuda profissional adequada. Por exemplo, em casos de déficit de atenção é indicado a procura de um profissional, que indicará qual é o melhor tratamento a ser seguido. O especialista também pontua que não existe um melhor horário para os estudos, mas é fundamental que seja estabelecido um local e horário, para que o cérebro entenda que aquele momento específico é importante e reservado para o aprendizado.

A busca por métodos alternativos que ajudam a melhorar o aprendizado é comum entre pessoas que desejam passar em alguma prova específica, como concursos públicos e vestibulares, que possuem uma tensão e dedicação maior. Porém, essas técnicas também podem ser aplicadas no dia a dia, ajudando a agregar mais conhecimento, na melhora no desempenho escolar e, até mesmo, para aprender idiomas. “Existem muitas estratégias de aprendizagem que abordam diferentes maneiras de aprender. Procuramos fazer a pessoa reconhecer qual é a melhor maneira dela assimilar o conhecimento. É como se a pessoa criasse um manual de instruções, para o cérebro aprender como utilizar seus potenciais”, explica Carneiro.

A hipnose é uma técnica eficiente nesse processo, pois atua criando novos caminhos neurais, ajudando a melhorar a retenção de conteúdo. Valdecy Carneiro que também é presidente da Sociedade InterAmericana de Hipnose explica que a hipnoterapia é muito utilizada, com sucesso, em casos de transtornos de aprendizagem. “Durante os procedimentos é comum a utilização de um dos fenômenos da hipnose, chamado de hipermnésia, que nada mais é que o acesso à memória, de maneira mais aprofundada, inclusive, muito utilizada na área forense para resgatar elementos que tenham fugido da memória da pessoa que tenha sido vítima ou testemunha de eventos criminosos”, explica Carneiro.

Nos casos em que uma pessoa tem dificuldade para aprender determinada disciplina, o psicólogo explica que é possível transferir competências de uma área para outra. “Utilizamos a hipnoterapia e a Programação Neurolinguística (PNL), fazendo uma modelagem, ou seja, modelamos a maneira como a pessoa aprende aquela matéria predileta e descobrimos as estratégias a serem utilizadas naquela que ela não domina”, explica Carneiro. O psicólogo afirma que não existem pessoas que são incapazes de aprender, mas é preciso saber utilizar as ferramentas certas para a aprendizagem.

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