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Vida profissional: Com quem está o poder de uma demissão?

Vida profissional: Com quem está o poder de uma demissão?
11:00 am ,22 de junho de 2018

Em tempos de crise financeira, ter estabilidade no trabalho é um dos maiores anseios de grande parte da população. Enquanto a busca por um emprego assola muitos, o medo da demissão é a grande preocupação de outros – casos de colegas que passaram por demissões repentinas, erros cometidos ao longo da carreira e vários outros aspectos tornam-se motivo de temor quando o assunto é demissão. No entanto, é preciso que o profissional nessa situação pare e se pergunte: de quem é a responsabilidade da demissão?

Assim como em todo tipo de contrato, um emprego é uma relação formal estabelecida entre duas partes. Cada uma delas possui deveres e direitos, sendo necessário um respeito mútuo a essas regras desde o momento em que a parceria é iniciada. Conforme o tempo passa, é comum que o trabalhador sinta-se em posição de desvantagem em relação ao volume de trabalho, ao comportamento de colegas ou da chefia e até mesmo sobre a remuneração. No entanto, é preciso ter o bom senso de saber identificar quais desses pontos são realmente problemáticas que precisam ser resolvidas e quais são frutos do cansaço e da rotina.

O poder da decisão de uma demissão, assim, pode estar tanto nas mãos da chefia quanto nas do funcionário. Quando uma empresa precisa fazer cortes em seu pessoal, muitos podem ser os critérios para selecionar quais as pessoas que precisaram deixar a equipe. Qualificação, tempo de experiência, competências para o cargo, perfil comportamental, salários elevados, resultados oferecidos, são alguns dos fatores que podem influenciar a decisão, mas se todos esses componentes são de posse do profissional e não da empresa, esse processo tornar-se uma decisão do profissional e sua carreira, ou deveria ser.

A parcela que cabe ao funcionário, todavia, precisa ser considerada com mais cautela. Tudo aquilo que ele faz, planeja e tem como valores afeta a sua responsabilidade em relação ao trabalho e, consequentemente, influencia sua carreira profissional. “A autorresponsabilidade gira em torno de saber quais seus desejos, propósitos e sonhos pessoais e colocá-los em prática. Ela pode se refletir tanto na construção de uma carreira sólida no local de trabalho quanto na decisão de mudar de emprego e até mesmo de área de atuação. Quando não decidimos algo, decidem por nós”, afirma Bruno Cunha, Headhunter & Master Coach de Carreira (www.coachbrunocunha.com).

Autorresponsabilidade aplicada ao trabalho

A primeira coisa que todos os profissionais precisam fazer em relação ao seu emprego é perguntar-se se estão felizes nele. Não se trata de uma constatação abstrata e baseada somente na empregabilidade em si ou na remuneração, por exemplo, mas na dedicação em algo que realmente atende aos seus objetivos pessoais. Saber se o trabalho atual efetivamente é construtivo, se está dentro de um plano de carreira agradável ou se é compatível com as expectativas em relação ao futuro são questões essenciais para que um determinado funcionário possa avaliar sua situação profissional.

Caso a experiência de trabalho seja majoritariamente positiva e atenda à maior parte das necessidades pessoais, vale a pena permanecer onde se está e encontrar formas de crescimento e de desenvolvimento no local. Se o funcionário não pensar dessa forma, no entanto, é hora de pensar em uma recolocação profissional e em criar um plano de carreira que efetivamente atenda aos objetivos desejados e buscar o mercado.

Outplacement ou recolocação profissional

“O projeto de outplacement é mais complexo do que simplesmente mudar de emprego, já que somente trocar um cargo por outro não é suficiente para trazer realização profissional e pessoal ao funcionário”, aponta Cunha.

Outplacement é o nome dado ao processo de recolocação profissional, no qual a pessoa pensa em suas motivações pessoais, competências comportamentais, planejamento de carreira, networking, necessidades financeiras, ocupacionais e logísticas para colocar em mente qual é o emprego e a carreira que gostaria de ter. Em seguida, são elaborados os passos necessários para alcançar esses objetivos e definir quais as ações necessárias em cada etapa desse caminho, seja qual for a etapa da carreira (aceleração, consolidação, revitalização ou inovação).

Com jornadas médias de 8 horas, os brasileiros costumam passar cerca de um terço de suas vidas adultas no trabalho. Viver todo esse tempo sem estar satisfeito com o que faz pode causar danos à saúde física e mental de cada indivíduo, registrando casos como o de Síndrome de Burnout, causada pelo esgotamento total no ambiente de trabalho e até mesmo quadros de ansiedade e de estresse ligados ao trabalho.

Conheça mais sobre Bruno Cunha

Bruno Cunha é Headhunter & Master Coach de Carreira, com mais de 10.000 horas de atendimento presencial e online, ajudou milhares de profissionais no processo de desenvolvimento, recolocação profissional e transição de carreira. Saiba mais acessando o seu portal http://www.coachbrunocunha.com

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