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Vinho sul mineiro ganha destaque internacional

Vinho sul mineiro ganha destaque internacional
16:00 pm ,10 de agosto de 2017

Bebida milenar, o vinho possui uma importância histórica e religiosa e esteve presente em diversos períodos da humanidade. Com várias versões de seu surgimento, ninguém sabe ao certo de como foi criado. A questão é que após todo esse tempo, ele ainda segue como uma das bebidas preferidas e mais consumidas pela população.

Aqui no Brasil, existe um mito de que somente vinhos importados são de qualidade. Além disso, a produção existente no Sul de Minas é pouco divulgada em âmbito nacional. Em um região tradicional no setor cafeeiro, uma vinícola situada entre Três Pontas e Boa Esperança tem chamado a atenção do ramo nos últimos anos e sendo premiada internacionalmente: o Maria Maria.

O grande diferencial do vinho contemplado é a utilização de uma técnica de colheita desenvolvida pela EPAMIG (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais). Esse novo método aprimorado, nada mais é do que uma dupla poda. As plantas são podadas duas vezes ao ano, com a primeira sendo realizada entre julho e agosto, ficando em um período de vegetação até janeiro, quando a ação é realizada pela segunda vez.

A qualidade das uvas está relacionada ao fato de o ciclo de maturação delas ser maior durante este período, e o final da maturação ocorrer durante um período sem chuvas e com uma amplitude térmica grande. Com isso, os teores de açúcar, acidez e pH das uvas estão em níveis excelentes. Além disso, durante este período não ocorre o aparecimento de fungos prejudiciais à qualidade das uvas.

“Quando plantamos as uvas, o pessoal chamava meu pai de louco, porque nunca tinham ouvido falar de produção de vinhos finos no sul de Minas. Hoje em dia, com o início da comercialização da nossa segunda safra, temos recebido somente elogios de todos. Estamos fazendo a venda aos poucos, dando um passo de cada vez, e a aceitação tem sido ótima. Nosso mercado hoje é principalmente dentro de Minas Gerais, sendo Belo Horizonte, Tiradentes e o próprio sul de Minas nossos principais clientes. Com o aumento da produção, pretendemos atingir todo o Brasil! Ainda existe muito preconceito em relação aos vinhos nacionais, mas sempre pedimos ao pessoal para pelo menos experimentar os vinhos e depois dar uma opinião”, explica Eduardo Junqueira Nogueira Júnior, produtor dos vinhos.

Um ponto curioso em relação à empresa, é que cada vinho possui o nome de uma mulher, e como na criação de cavalos e gado, a ordem se dá alfabeticamente nas nomeações. Por exemplo, na primeira safra, os vinhos se chamaram Agda (syrah 2013), bisavó de Eduardo; Ada (branco 2013), tia avó de Eduardo e Anne (rosê 2013), sua cunhada. E assim continuam os nomes. Na safra 2015 serão dois vinhos: Bel (branco 2015) e Bia (tinto 2015).

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