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Welcome back to Brazil: será?

10:38 am ,17 de abril de 2014

por Erika SFS Oliveira

Qual o sentimento de um brasileiro que vive no exterior ao visitar seu país? Comigo a sensação é sempre a mesma, me pego dizendo em pensamentos: “puxa, eu vou ao Brasil” e todas as boas lembranças, só as boas, invadem meus pensamentos! O que eu vou fazer? Quem eu vou ver? Como eu vou encontrar o que deixei anos atrás?

Eu, brasileira, residente de Miami, assim que desembarco no Brasil, sempre passo pelo stress e injustiça da alfândega. E lá vamos nós, calejados brasileiros, dando um jeitinho, escondendo uma coisinha, rezando e implorando, ah! se tem uma coisa que fazemos bem é requisitar Deus nas horas de sufoco! Atravesso o portão e já me encho de alegria, lá está a família, todo mundo, que delícia, somos assim né?

Os dias vão passando e vou me sentindo uma estranha no ninho, pequenas coisas não funcionam, compro um chip ilimitado de celular e alguns dias depois ele me informa que atingi meu limite de internet, mas como assim? Não era ilimitado? Dirijo pelas ruas numa tensão e medo, ouço um conselho para não usar tal relógio ou tal bolsa, mas não foi pra isso que trabalhei?

Ah, meu Brasil! E eu que ouvi dizer que as pessoas carentes estão super bem assistidas… será cultural?

Sou brasileira e não desisto nunca, vou ao boteco, divido mesa com amigos, faço mais amigos ali mesmo, todo mundo rindo, sorrindo, divertindo! Era isso que eu queria! Foi isso que deixei e nunca mais encontrei! O país do povo alegre, bonito, que se diverte com pouco e de repente: GOOOOOLLL e o bar vira festa, uma bagunça sem fim, mas quem estava jogando? Não importa! A festa faz parte.

Entre sentimentos misturados me preparo pra voltar pro exterior, decido comprar uns presentes pra levar aos menos calorosos amigos estrangeiros, desisto! Tudo me parece tão caro; alguém conformado me informa que são os impostos que encarecem a mercadoria, mas eles parcelam. Oi? Não entendi! Decido voltar e apenas contar histórias do meu lindo Brasil e quando alguém me perguntar se eu não trouxe uma lembrança, eu direi: “o melhor do meu país, é o brasileiro, sobrevivente, alegre e sorridente”!

*Erika é brasileira e vive em Miami. Se define como “cidadã do mundo” e mostra tudo através do Instagram @miamiexperience e de sua coluna semanal aqui no Perfil.

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