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Como trabalhar a humanização nas empresas

Como trabalhar a humanização nas empresas
16:12 pm ,27 de setembro de 2019

Se há bem pouco tempo as empresas, em grande parte, eram pautadas quase que exclusivamente no alcance de metas, resultados e lucro, hoje o fator humanização ganha cada vez mais destaque. Este é um movimento que veio para equilibrar esta balança e fazer com que as organizações contribuam mais diretamente para a melhoria de aspectos importantes da sociedade.

Afinal, humanizar as relações de trabalho é reconhecer verdadeiramente a empresa como um organismo, e não como um mecanismo. Portanto, está sujeita a variáveis emocionais e subjetivas e bastante vinculada a possibilidades de expressão para oxigenação dos comportamentos e das performances, o que se dá, em grande parte, pelo compartilhar de histórias entre seus membros.

E um dos objetivos da palestra empresarial de Paulo Leme Filho é trabalhar a humanização nas organizações a partir de sua própria história, contando como conseguiu vencer o alcoolismo e a dependência química e se tornar um advogado militante, sócio de um renomado escritório de advocacia na cidade de São Paulo. Dependente químico em abstinência há mais de 22 anos, Leme estabelece a experiência da abstinência em algo a ser aplicado no mundo corporativo.

“Eu só obtive sucesso, pois tive disciplina e ambição. E a minha ambição era ser um profissional de excelência e, a partir daí, ter uma vida digna. Em minha palestra eu detalho o processo que passei até que eu alcançasse o sucesso, passando pela aceitação, percebimento, ambição, até chegar o reconhecimento do mercado. Já na minha “nova vida” princípios como manter o foco, evitar a protelação, o bem-estar físico, usar o tempo ao meu favor, cultivar a espiritualidade e entender que a perfeição existe sim e que isso é uma questão de referencial, pois se estou vivo agora, é porque o coração funcionou com perfeição no dia hoje, foram e são princípios fundamentais a alcançarem melhores resultados”.

Para Leme, evitar as armadilhas também é primordial para o sucesso pessoal e profissional. “Não entrar em controvérsias, não enxergar o mundo pela perspectiva e expectativas alheias, não dar poder ao outro e evitar as ilusões fazem parte do processo”. Para o palestrante, a humanização não se restringe a olhar apenas para dentro, mas compreende também agir externamente para a melhoria contínua da qualidade de vida dos profissionais. Isso quer dizer estabelecer processos de valorização dos colaboradores, de reconhecimento e respeito às suas necessidades”.

Leve a Humanização para a Empresa

Na prática, este humanizar organizacional se reflete de maneira extremamente positiva, uma vez que ao receber a devida atenção de sua empresa, os profissionais sentem-se mais motivados, engajados, valorizados e com a verdadeira sensação de pertencimento. Isso ajuda a aumentar sua produtividade, sua satisfação profissional e pessoal, colabora com sua qualidade de vida no trabalho e também para a retenção dos talentos.

“Portanto, contribuir interna e externamente para que as pessoas tenham mais chances é uma forma de fomentar ações positivas e de incorporar práticas que realmente agreguem valor à vida dos profissionais. Com certeza, isso vai melhorar drasticamente a qualidade do ambiente de trabalho, a produtividade e o orgulho dos funcionários em fazer parte de uma organização que contribui para tanto para sua satisfação, bem-estar e crescimento profissional como também para uma sociedade melhor, mais humana e justa”, finaliza Leme Filho.

Sobre Paulo Leme Filho
Paulo Leme Filho é dependente químico em abstinência há mais de 22 anos. Hoje com 48 anos é graduado em Direito pela USP, com MBA em Gestão de Saúde pela FGV, advogado militante, sócio de um renomado escritório de advocacia na cidade de São Paulo e palestrante corporativo.

Em parceria com o pai, o médico Paulo de Abreu Leme, abstêmio há 30 anos, Filho escreveu os livros “A Doença do Alcoolismo” (2015) e “Que Mal Tem?” (2019) e teve sua história contada no livro “Vai Valer a Pena” (2018). Ambos trabalhos mostram aspectos da doença do alcoolismo e da dependência, além da experiência vivida.

Fundou a Movimento Vale a Pena, ONG voltada à prevenção e conscientização acerca da dependência química, em especial junto aos mais jovens (www.vaivalerapena.net.br); e o aplicativo Eu me Importo (https://play.google.com/store/apps/details?id=app.pauloleme.eumeimporto&hl=en_US), ferramenta disponível para download em sistema Android que reúne, de forma inédita, com mais de cinco mil endereços de grupos de apoio aos dependentes e também informa os dias e horários das reuniões.

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