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Especialista desmistifica o cenário de startups no Brasil

Especialista desmistifica o cenário de startups no Brasil
14:00 pm ,18 de julho de 2018

O mundo corporativo e empreendedor do século XXI é marcado por grandes diferenças em relação aos padrões anteriores, exibindo novas formas de consolidação e sucesso que antes eram impensáveis. Isso porque não se trata somente de mudanças nos produtos e nas formas de ação, mas na própria estrutura organizacional de um novo negócio. As startups despontam nesse cenário como as grandes inovações da atualidade e se popularizam ao redor do mundo, mas seus conceitos, estruturas e prerrogativas ainda são desconhecidas por grande parte da sociedade e até mesmo do meio empresarial.

De acordo com Vinicius Gallafrio, especialista em tecnologia e empreendedorismo, CEO da empresa MadeinWeb (madeinweb.com.br), uma startup é o período inicial de uma empresa que busca resolver uma dor do mercado de forma inovadora, repetível e escalável, geralmente utilizando a tecnologia no produto final, mas não necessariamente isso a torna uma especialista em tecnologia.

Na prática, isso significa que a empresa possui uma ideia, um escopo ou uma forma de atuar inovadora e que ainda está em fase de aprimoramento da maneira mais adequada para produzir e vender aquilo que desenvolve, ou seja, ela ainda está em um estágio de validação do seu modelo de negócio. A sede, a atuação dos funcionários e colaboradores, os serviços terceirizados e outros itens têm um caráter experimental, que está passível de alterações e que deve se moldar da melhor forma possível ao objetivo da empresa.

Além disso, uma startup tem um modelo de negócios escalável, o que significa que seu potencial de faturamento cresce em um ritmo desproporcional ao aumento dos custos, o que pode alavancar intensamente a sua margem de lucro. Uma empresa que desenvolve um software de gestão, por exemplo, pode vendê-lo para uma quantidade de empresas sem aumentar seu custo na mesma proporção, já que o produto vendido já está criado e será distribuído de modo repetível.

Terceirização do desenvolvimento de aplicativo ou sistema

Uma pessoa ou um grupo que tenha uma boa ideia e que precisa ancorar seus negócios em uma plataforma digital não necessariamente precisa absorver um departamento de tecnologia para fundar uma startup. “Da mesma forma que é possível terceirizar o markerting com uma agência e a estrutura física em um coworking, também é possível terceirizar o desenvolvimento e focar no seu core business, que não é codificar ou desenvolver aplicativos e sistemas, mas resolver alguma dor do mercado”, aponta Gallafrio.

Terceirizar esse tipo de serviço pode ser a opção mais viável, já que em um ambiente de extrema incerteza, como o futuro de uma startup, é possível conseguir um time qualificado e entrosado de forma instantânea, pagando por hora/homem e sem a preocupação com recrutamento, seleção, reposição e passivo trabalhista.

A criação de um aplicativo, por exemplo, requer um profissional de programação para iOS, outro para Android e mais um para back-end, além de um arquiteto da informação, um designer, um analista de testes/qualidade e por fim um gerente de projeto, compondo uma equipe completa que não pode ser substituída por um único responsável. Isso resulta também em um resultado mais aprimorado, já que se está comprando um serviço profissional e não utilizando um desenvolvimento experimental.

O que não pode

Uma startup não deve terceirizar o seu produto. Isso é diferente de terceirizar o desenvolvimento dele – salvo se a sua startup visa justamente desenvolver uma tecnologia inovadora. “Uma startup que pretenda fornecer uma tecnologia de reconhecimento facial mais eficiente que a atualmente disponível não deveria terceirizar esse desenvolvimento, mas esse é 1% dos casos”, exemplifica Gallafrio.

Poder terceirizar um determinado serviço não significa que a empresa pode se estruturar com a recomercialização de um produto já existente. O que ela pode é usar um serviço para sustentar seu objetivo inicial, mantendo-o claro ao longo de todos os processos.

Uma startup do ramo de educação, por exemplo, pode utilizar um serviço de inteligência artificial que já esteja disponível no mercado ao invés de tentar desenvolver um do zero; no entanto, uma startup que se proponha fornecer um serviço de inteligência artificial não pode simplesmente comprar essa tecnologia de outra e repassá-la a seus clientes.

Uma boa ideia não é tudo

Abrir e manter um startup não é tão fácil quanto possa parecer à primeira vista. Dados de uma pesquisa feita pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços apontam que aproximadamente 30% das startups analisadas encerraram as atividades no último ano.

Isso porque ter uma ideia inovadora ou um bom modelo de negócios não são suficientes para sustentarem a empresa, que requer um bom planejamento organizacional, plano de vendas, orçamento equilibrado e muitos outros elementos.

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