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Hérnia de disco atinge cada vez mais pessoas com menos de 30 anos

Hérnia de disco atinge cada vez mais pessoas com menos de 30 anos
17:00 pm ,1 de fevereiro de 2019

Dor nas costas, dificuldade para pegar objetos mais pesados, para locomover-se e até mesmo para trabalhar e praticar atividades físicas. Esses são apenas alguns dos principais sintomas e consequências da hérnia de disco, doença que atinge cerca de 5,4 milhões de brasileiros, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este problema também vem se manifestando cada vez mais cedo, já a partir dos 30 anos de idade, quando a média até poucos anos atrás estava em 37 anos.

Atualmente, uma das patologias mais frequentes e limitantes para as pessoas são as hérnias de disco. Elas são divididas em três regiões: a hérnia de disco cervical, que afeta a região do pescoço; a hérnia de disco torácica, que afeta a região do meio das costas; e o disco lombar: afeta a região mais baixa das costas. A coluna é uma estrutura importante do corpo humano, por onde as funções dos membros são transmitidas.

A Hérnia aparece não por um fator postural, obesidade, movimentação ou esforço repetitivo e queda. A grande maioria das hérnias está relacionada a fator genético predisponente. As hérnias de disco vão evoluindo com e tempo e com a piora gradativa vão levando o paciente a um determinado quadro de desabilidade física.

Estatisticamente, a fase que se faz o diagnóstico do problema está na faixa etária dos 25 e 40 anos, sendo que a faixa etária mais comum é a partir dos 35 anos. “Mas hoje, temos verificado uma incidência maior do problema nas pessoas com menos de 30 anos”, alerta Dr. Kennedy Costa, diretor da CVO – Clínica Vascular e Ortopédica -, de Campinas, ortopedista e especialista em coluna vertebral e cirurgia minimamente invasiva (hérnia de disco). “A incidência está ocorrendo cada vez mais cedo, por causa de problemas hereditários”, explica.

De acordo com Dr. Kennedy Costa, o disco (hérnia) tem algumas fases de desenvolvimento, que podem, gradativamente, evoluir de uma protrusão leve, para moderada, até chegar a um grau mais grave onde existe uma extrusão do disco. Neste ponto, a hérnia provoca a compressão do nervo ou da medula devido a essa ruptura completa do disco, invadindo o canal medular, migrando para baixo ou para cima do canal.

Quando a hérnia de disco atinge este estágio, explica dr. Kennedy Costa, ela desencadeia alguns sintomas mais específicos como a ciatalgia (irradiação da do para os membros inferiores) ou a braquialgia, quando a hérnia de disco é cervical e irradia para membros superiores.

O quadro clínico muito comum para pacientes com hérnia de disco são sintomas de dor irradiada para membro, acompanhada de dormência ou formigamento desse membro – alteração na sensibilidade da pele – e muitas vezes há uma perda de força motora no membro, causando uma dificuldade de caminhar ou movimentar o braço, a mão. “São sinais de que a pessoa está tendo uma compressão neurológica, impedindo que o impulso nervoso chegue 100% às extremidades”, acrescenta.

Menor de tempo de recuperação

Ao mesmo tempo em que o problema vem sendo diagnosticado cada vez mais cedo, a medicina também tem avançado na cura das hérnias de disco, garantindo maior conforto, recuperação do quadro clínico e na qualidade de vida do paciente.

As cirurgias minimamente invasivas para tratamento de hérnias de disco foram trazidas pelo Dr. Kennedy Costa, um dos pioneiros no tratamento para a região de Campinas há mais de uma década. Esta técnica é mais rápida, menos agressiva, menos invasiva, mas com um alto grau de resolução do problema quando comparado com as cirurgias tradicionais.

De acordo com o doutor Kennedy, as técnicas cirúrgicas minimamente invasivas mais utilizadas são com tratamento com laser, radiofrequência, discectomia percutânea, que está muito comum, e a própria via endoscópica.

A discectomia percutânea, a mais utilizada hoje em dia, é um procedimento realizado apenas com uma sedação leve e uma anestesia local. Esses procedimentos são realizados, em média, de 15 minutos até 40 minutos.

Umas das principais vantagens da cirurgia minimamente invasiva é que terminado o procedimento cirúrgico o paciente recebe alta para ir para casa em até 30 minutos, ao contrário das cirurgias tradicionais, onde ele permanece internado por até dois dias. Outra vantagem dessa técnica é o tempo de recuperação. “Em média, um paciente volta em questão de dez dias ao trabalho, mas este tempo depende muito de cada paciente. Já houve caso em que o paciente voltou a trabalhar em três dias”. Já a retomada da atividade física pode ocorrer em um mês, enquanto que pela cirurgia tradicional este tempo chega a 90 dias.

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