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Inteligência artificial, oportunidade real para o marketing

Inteligência artificial, oportunidade real para o marketing
15:00 pm ,28 de junho de 2018

Poucos anos atrás, quando se falava em inteligência artificial, robôs e máquinas que mandavam em máquinas, nós éramos remetidos aos Jetsons ou ao filme “Exterminador do Futuro ou a inúmeros outros filmes futuristas. No entanto, a revolução das máquinas inteligentes já está em curso e de maneira natural, o marketing segue junto a Era 4.0.

O Gartner acaba de publicar que o valor do mercado global para a inteligência artificial (AI) é estimado para chegar a US$ 1,2 trilhões até o final deste ano e deverá crescer significativamente para chegar a 3,9 trilhões de dólares até o final de 2022. Os mercados derivados da IA foram catalogados pelo Gartner a partir de três diferentes fontes de valor comercial: a experiência do cliente, novas vendas e a redução de custos.

Com plataformas como a Google e o YouTube atingindo bilhões de pessoas todos os dias, os anúncios digitais podem alcançar a comunicação em grande escala que, combinada com a personalização possível por meio da IA, significa que em breve poderemos personalizar campanhas para a intenção do consumidor no momento da compra. Será como ter um milhão de planejadores no bolso.

Empresas como Google, Apple, Microsoft, IBM e Nvidia já estão fortemente envolvidas na pesquisa e desenvolvimento de produtos e serviços baseados em IA. De acordo com a CB Insights, startups em todo o mundo estão surgindo para se especializar em inteligência artificial com ênfase em setores como gestão de relacionamento com clientes, automotivo, vendas, marketing e comércio.

Hoje mesmo, não precisa nem usar um ônibus espacial da NASA para ver a nova era, dá pra ir de metrô… A linha amarela do Metrô de São Paulo, instalou portas interativas com reconhecimento para mapear as expressões dos passageiros. Enquanto você aguarda a sua estação chegar, câmeras imperceptíveis identificarão as expressões dos usuários e captarão a audiência em tempo real. Com isso, será possível gerar relatórios com os resultados dos anúncios – um estudo das emoções do passageiro, a partir de expressões faciais – aproveitado pela própria concessionária e repassado aos anunciantes.

Já imaginou ser reconhecido na recepção de uma empresa e a pessoa com quem você tem a reunião receber um alerta dizendo que você chegou e está subindo? E se um robô estiver à espera para levar até a sala de reunião. O reconhecimento facial para a personalização dos atendimentos é uma realidade.

Estamos chegando mais perto de um ponto em que as campanhas e as interações com o cliente podem se tornar mais relevantes de ponta a ponta, desde o planejamento até as mensagens criativas, a segmentação por mídia e a experiência de varejo. Seremos capazes de levar em conta todos os sinais do cliente, para que possamos considerar não apenas as preferências de cor e tom do consumidor, mas também o histórico de compras e a relevância contextual, o comportamento real. As câmeras de videomonitoramento, não são somente para segurança, sua utilidade está além, como por exemplo mapear o comportamento do consumidor, o caminho que fez ao entrar na loja ou o local onde permaneceu maior tempo parado – podendo assim analisar o que mais chama atenção. Ajudando o comercial na hora da precificação dos locais com seus clientes e o marketing a fazer um mapeamento dos melhores lugares para exposição de suas marcas.

A revolução silenciosa acontece a todo instante e em todos os lugares – no cabeleireiro da esquina, no seu restaurante favorito ou na sala de espera do dentista. O sistema de geolocalização que ajuda o cliente a encontrar o local onde deseja ir dentro de um shopping, aeroporto ou um departamento dentro de uma grande loja e conforme o usuário vai sendo levado até o local desejado, promoções, ofertas e descontos vão aparecendo em sua tela. Tudo isso pode assustar, mas ajuda a todos consumidores e marcas.

Os clientes mais experientes em tecnologia esperam experiências personalizadas que são perfeitamente integradas em todos os dispositivos. Nada disso é ficção científica, tudo já é vivido no nosso dia a dia, mesmo que não percebamos, e é tudo Inteligência Artificial ou Internet das Coisas e não mais promessas. O que virá depois ainda é cedo para arriscar, mas se me permitem um palpite: Os carros AINDA não voam, mas já estacionam sozinhos.

Por Camila Bernardinelli, gerente de marketing da Teleinfo Soluções

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