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Os países estão prontos para competir a quarta revolução industrial?

Os países estão prontos para competir a quarta revolução industrial?
16:00 pm ,28 de dezembro de 2018

Vivemos em uma época positiva no quesito avanços tecnológicos. A quarta revolução industrial começou a transformar tudo à nossa volta, desde a maneira como vivemos até como trabalhamos. A grande diferença com as revoluções passadas é que a quarta revolução industrial, também conhecida como revolução digital ou do conhecimento, não tem obstáculo nenhum em sua velocidade de transformação.

Se considerarmos a combinação de bilhões de pessoas conectadas através de seus dispositivos móveis, com um poder de processamento de dados e um acesso à informações ilimitados, entenderemos porque as mudanças nessa revolução estão sendo enormes. O Brasil fechou 2016 com um total de 116 milhões de pessoas conectadas à internet, o equivalente a 64,7% da população com idade acima de 10 anos, segundo uma pesquisa realizada pelo IBGE divulgada em fevereiro de 2018.

Além disso, disciplinas como robótica, inteligência artificial, automatização, blockchain, internet, big data, nanotecnologia, entre outros, estão mudando completamente as dinâmicas que governam a economia e geram as bases para as futuras indústrias. No Brasil, o termo “Indústria 4.0”, ou “4ª revolução industrial” já não soa mais estranho para grande parte das empresas e profissionais. Segundo um estudo da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), o grau de conhecimento das empresas industriais sobre a 4ª revolução industrial está evoluindo. De 222 empresas entrevistadas pela instituição, 68% das empresas já ouviram falar no termo e 90% tem convicção que estas novas práticas podem aumentar a produtividade industrial.

A inovação não é mais uma questão de gerar vantagens competitivas, mas sim, uma questão de sobrevivência. Estão sendo criadas infinitas oportunidades para as empresas e países que estão preparados para aceitar as mudanças, mas também pode ser muito preocupante para empresas e países que não estão. Não por acaso, APENAS 5% das empresas consultadas pela FIESP se sentem realmente preparadas para essa mudança. Entre os principais desafios para adotar a inovação tecnológica está a incerteza estratégica, esperando exemplos bem-sucedidos de outros players.

Novas indústrias e inovações estão sendo desenvolvidas com base nos conhecimentos e aplicações em áreas relacionadas a STEMs (ciência, tecnologia, engenharia e matemática ou Science, technology, engineering, and mathematics) gerando inovação de alto impacto. Diante disso, é necessário que os países se atualizem e preparem o talento para poder competir no futuro com foco nessas áreas.

Segundo o Relatório de Competitividade Digital de 2018 aponta que o Brasil está na 57ª posição entre os 63 países analisados que investem em educação e tecnologia. Assim, revela não apenas um baixo nível de inserção tecnológica na educação, mas revelando graves deficiências na qualidade da educação básica e superior. O Relatório é realizado pelo IMD (International Institute for Management Development) e elenca os países em variáveis como conhecimento, tecnologia e prontidão futura.

Diante desse cenário, deve-se promover o pensamento inovador por meio do fortalecimento da educação e preparação nas áreas relacionadas a ciência e tecnologia, mas também encorajando todo o ecossistema de inovação e empreendedorismo no país, destacando os empreendedores. Deve-se criar incentivos e programas para fortalecer o vínculo acadêmico com o setor empresarial, assim como aumentar o investimento em pesquisa, tanto público quanto privado.

Uma pesquisa realizada pela consultoria Accenture estima que a participação da economia digital no PIB do Brasil saltará para 24,3% em 2020, dos atuais 21,3%. O estudo aponta também que o país precisa expandir investimentos em novas tecnologias para acelerar ainda mais o progresso. Se o Brasil aplicar recursos ativamente nessas áreas, a consultoria prevê que o segmento econômico poderá movimentar outros US$ 120 bilhões (R$ 494 bilhões) além do previsto.

Dessa forma, é preciso gerar políticas públicas que não inibam a inovação, entendendo como a tecnologia está avançando e mudando nossa realidade para capitalizar oportunidades de aproveitar a atual revolução do conhecimento criando países mais sólidos, competitivos e justos no futuro.

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