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Volta às aulas é bom momento para consultar oftalmologista

Volta às aulas é bom momento para consultar oftalmologista
11:00 am ,18 de janeiro de 2019

As férias estão chegando ao fim e em breve tem início mais um ano letivo na vida de crianças e adolescentes. Na opinião do médico oftalmologista Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, esta é a melhor época para fazer um check-up na visão. Afinal, enxergar com dificuldade o que está sendo escrito na lousa pode comprometer bastante o rendimento dos estudos e o aprendizado de modo geral. “Já atendemos vários casos de crianças que passaram a fazer a lição de casa com mais entusiasmo depois de começarem a usar óculos. Às vezes, os pequenos vão mal na escola não por falta de dedicação, mas por falta de enxergar bem o que está sendo explicado”.

O especialista afirma que o primeiro exame de visão na vida de uma pessoa deve acontecer antes dos seis meses de vida. Depois, quando a criança estiver sendo alfabetizada. A partir desse ponto, é importante visitar o oftalmologista a cada dois anos até o término do Ensino Fundamental e mais uma vez durante o Ensino Médio – ou assim que o jovem sentir dificuldade para enxergar com nitidez.

Neves ressalta que a miopia é o problema de visão que mais aumenta no mundo todo e consiste na dificuldade para enxergar o que está relativamente longe. “É importante que os pais saibam que a miopia está tomando proporções epidêmicas. Não é de hoje que, por questões de segurança e comodidade, as crianças passam a maior parte do tempo brincando dentro de casa – entretidos com a televisão e o videogame. Esse comportamento faz com que os olhos se acostumem a enxergar tudo de perto. De uns anos para cá, como aumentou bastante o acesso a dispositivos eletrônicos (notebooks, tablets e smartphones), recebemos muito mais queixas de crianças e jovens que não conseguem enxergar o que está distante”.

De acordo com o especialista, se a criança perceber que está aumentando sua dificuldade para enxergar o que o professor escreve na lousa ou até mesmo placas de ruas, por exemplo, ela deve reportar o problema a seus pais e agendar um exame oftalmológico o quanto antes. Caso contrário, é natural que sua reação seja evitar tudo o que traz desconforto visual, limitando suas atividades. “Os principais sintomas da miopia incluem: dificuldade para enxergar ao longe, forçar os olhos (quase fechando) para enxergar com mais definição, reclamar de dor de cabeça constante (principalmente depois de ler ou estudar por muitas horas), piscar excessivamente, coçar os olhos com frequência, sentir que a acuidade visual diminui à noite. Mas é preciso estar ainda mais atento, porque também acontece de a criança não se queixar, mas se mostrar desanimada com relação aos estudos, principalmente quando ela não quer que os colegas percebam seu problema”.

Neves diz que, nos primeiros anos de vida, a correção da miopia é realizada através de óculos – lembrando que o uso de lentes de grau não impede a progressão do problema, exigindo novas avaliações periodicamente. Quando a criança atinge a adolescência é possível migrar dos óculos para as lentes de contato – embora isto dependa do senso de responsabilidade que a criança tem em relação aos cuidados que as lentes necessitam. Para alguns jovens, os óculos continuam sendo a opção de tratamento mais prática, já que exige baixa manutenção. Depois dos 18 anos, a cirurgia refrativa surge como opção para quem quer se livrar tanto dos óculos como das lentes de contato. Com uso do laser, a córnea é remodelada para fazer com que a luz seja focada na retina.

Para quem está preocupado em prevenir a miopia, o especialista adverte: “É fundamental brincar ao ar livre, passar um tempo olhando ao longe e recebendo luz natural. Até mesmo crianças que passam muito tempo dentro de casa ou da escola devem ser estimuladas a parar, de vez em quando, e focar objetos distantes. Além disso, os pais devem estar bastante atentos a quantas horas por dia a criança passa lidando com tablets e smartphones – evitando todo tipo de exagero. Afinal, para focar o que está bastante próximo, o globo ocular acaba sofrendo uma deformidade para melhor se adaptar”.

Fontes: Dr. Renato Neves, médico oftalmologista, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo.

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